segunda-feira, 11 de junho de 2012

A RELIGIÃO MUNDIAL

RIO + 20 E A NOVA ORDEM MUNDIAL

Algumas considerações importantes sobre o debate entre os que defendem a idéia de que a Terra está passando por um período de aquecimento, conhecido como aquecimento global,e os que defendem uma outra que mostra com dados científicos que a Terra está esfriando.A questão ambiental está se tornando  uma religião, e para isso, já existe um deusa para ser adorada pelos ecoativistas, ongs, movimentos sociais e partidos políticos: a deusa Gaia.
Leia o post abaixo e tire suas conclusões.

Escrito por Saulo de Tarso Manriquez | 06 Junho 2012
Artigos - Globalismo

 A Deusa Gaia, a Mãe Terra objeto de adoração dos ecoativistas
De 13 a 22 de junho de 2012, o Rio de Janeiro abrigará a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Por se tratar de um evento inserido em uma agenda que visa transformar a cosmovisão de toda humanidade, fundar uma nova economia e aprofundar a agenda da Nova Ordem Mundial, cabe aos conservadores e às pessoas dotadas de bom senso refletir sobre o mesmo. 

O evento Rio+20 recebe esse nome porque marca os vinte anos da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a chamada Rio 1992.

O site da Rio+20 destaca que o evento “deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas”. Mas o que seria o desenvolvimento sustentável?

Até meados de 1960, o desenvolvimento era sinônimo de crescimento econômico e industrialização: desenvolvidos eram os países industrializados e subdesenvolvidos aqueles que não possuíam uma atividade industrial significativa ou que apresentavam uma industrialização tardia. A aferição da riqueza e, portanto, do desenvolvimento, não levava em conta a realidade sobre o acesso da população a determinados bens (materiais e culturais), mas dava-se pelo Produto Interno Bruto de um país em relação à sua distribuição abstrata per capita.

A distinção entre o desenvolvimento e o crescimento econômico só começou a ganhar corpo com a consolidação da industrialização dos países ricos e com a industrialização, tardia, das nações mais pobres, a partir do que se desenvolveram estudos - amiúde intoxicados pelo dependentismo e pela ortodoxia marxista - no sentido de comparar as diferenças existentes entre os países de industrialização precoce e os países de industrialização tardia no tocante ao acesso dos pobres a determinados bens materiais e culturais (saúde e educação, etc.).

O tratamento sinonímico entre desenvolvimento e crescimento econômico permaneceu até meados da década de 1960.

O subdesenvolvimento passou a ser identificado pela presença das seguintes características: insuficiência de renda per capita anual; subalimentação de parte significativa da população; altas taxas de mortalidade infantil; alto índice de analfabetismo; baixo nível de indicadores que caracterizam a economia moderna (v.g. geração de energia elétrica, consumo de aço, etc.); falta de líderes[1]; baixos padrões médios de consumo e de qualidade de vida; mau funcionamento das instituições políticas[2].

Em 1990, criou-se, por meio da ONU, um índice que consolidou alguns critérios para a verificação do desenvolvimento: o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Desde o IDH, praticamente abandonou-se a ideia de que o desenvolvimento significa tão somente crescimento econômico. O IDH leva em conta três critérios, a saber: educação, renda e longevidade. O IDH não exclui a ideia de crescimento econômico, mas passou a tratá-lo como um meio a serviço do desenvolvimento.

Vale destacar que as variáveis não econômicas do desenvolvimento ganharam novo vigor e novos contornos com a obra Development as freedom de Amartya Sen, lançada em 1999. Sen lançou uma nova dimensão sobre as variáveis não econômicas, mormente pela construção teórica das liberdades instrumentais. A instrumentalidade da liberdade na obra de Sen faz com que o desenvolvimento seja visto para além do IDH. Sen destaca o papel das instituições e dos direitos humanos, reforçando a ideia de que o desenvolvimento não pode ser reduzido ao crescimento econômico, sob pena de se acabar relativizando as instituições democráticas e de se desconsiderar a importância das liberdades e dos direitos civis para o progresso econômico[3].

Na concepção de Sen, portanto, o desenvolvimento se caracteriza por um processo de remoção das fontes de privação de liberdade, tais como a negação das liberdades civis, econômicas e políticas por regimes tirânicos, a pobreza extrema, a carência de oportunidades econômicas, negligência e(ou) insuficiência dos serviços públicos (v. g. saneamento básico, assistência médica e segurança pública)[4].

O termo “sustentável” por sua vez, decorre do desenvolvimento teórico da ideia de sustentabilidade, a qual implica, segundo José Eli da Veiga, no “duplo imperativo ético de solidariedade sincrônica com a geração atual e de solidariedade diacrônica com as gerações futuras”[5].

A noção primeira de sustentabilidade surgiu com o Relatório Brundtland (também chamado de Our Common Future), publicado em 1987. O Relatório conceitua desenvolvimento sustentável como sendo “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”[6].

Vale destacar que o termo sustentabilidade ganhou maior notoriedade com a ideia do tripé da sustentabilidade (ou triple bottom line), surgida em 1994 com a obra Cannibals with Forks: the Triple Bottom Line of 21st Century Business de John Elkington. Nessa obra, Elkington propõe que as organizações devem buscar criar valor em três dimensões: a econômica, a social e a ambiental. Na esteira de John Elkington, José Eli da Veiga afirma que a sustentabilidade busca “soluções triplamente vencedoras (Isto é, em termos sociais, econômicos e ecológicos), eliminando o crescimento selvagem obtido ao custo de elevadas externalidades negativas, tanto sociais quanto ambientais”[7].

Poderia se pensar que o desenvolvimento sustentável une o desenvolvimento (entendido sob o prisma de Amartya Sen e do IDH) e a ideia de sustentabilidade. Pensar assim, no entanto, demanda uma construção teórica aparte, um estudo propositivo. Em verdade, o conteúdo que a expressão desenvolvimento sustentável paulatinamente vem ganhando parece distanciar-se cada vez mais da valorização do ser humano, das liberdades civis e econômicas e da busca honesta pela resolução de problemas sociais e ambientais como o analfabetismo, a falta de saneamento básico (um dos mais graves problemas ambientais!) e a miséria. As liberdades públicas, as propostas de combate à miséria e a resolução de problemas básicos que afetam a humanidade até fazem parte da “agenda” do desenvolvimento sustentável, mas cada vez mais servem como “bois-de-piranha” para a passagem uma “boiada” de conceitos, valores e políticas globalistas.

Para um intérprete incauto a expressão desenvolvimento sustentável soa como uma coisa boa, pois afinal quem há de se opor ao desenvolvimento econômico aliado a uma melhoria das condições sociais e de quebra preservando o meio ambiente? Ademais, tendo em vista que a expressão tornou-se um mantra, repetido em todo lugar, torna-se difícil para o cidadão comum ver aí qualquer coisa ruim.

Ocorre, no entanto, que o discurso do desenvolvimento sustentável pouco preza pela harmonização dos “pés” da sustentabilidade. O discurso muda conforme o auditório. Para um público composto por empresários, ruralistas, estudantes de administração, economia, engenharia e direito ainda há certa moderação e, por isso mesmo, ainda subsiste um discurso que diz que o desenvolvimento sustentável deve harmonizar fatores econômicos, sociais e ambientais. Para os cientistas sociais e para todos aqueles que ainda bebem na fonte do marxismo ortodoxo o “pé” mais importante ainda é o social: a degradação ambiental é um detalhe no meio da opressão social causada pelo capitalismo. Para as demais pessoas prevalece o “pé” do meio ambiente. A existência de um discurso moldável ao público a que se destina mostra, por si só, que há uma distorção na suposta harmonização de variáveis alegada pelos defensores mais honestos da sustentabilidade.     
Os discursos intelectualmente honestos nas propostas de desenvolvimento sustentável só atingem um público pequeno e por serem raros, não surtem um efeito neutralizador em relação ao hegemônico discurso ambientalista.           
Recentemente o filósofo Olavo de Carvalho trouxe à tona o conceito jornalístico do termo suíte. Na linguagem jornalística, há o suíte quando um jornal ou diversos jornais dão prosseguimento a um assunto noticiado, ou seja, quando há repercussão. Assim, de nada adianta a Band entrevistar José Carlos Molion ou o Programa do Jô entrevistar Ricardo Augusto Felício, permitindo que esses cientistas apresentem argumentos contrários à hipótese do aquecimento global antropogênico e ao ambientalismo radical, se os argumentos aí mostrados não serão repercutidos e colocados na pauta do debate público. Prevalece a hipótese aquecimentista e o falatório ambientalista.

Os programas de TV, as campanhas e as políticas pró-sustentabilidade, e a educação infantil sobre a sustentabilidade privilegiam o meio ambiente e colocam a humanidade como uma espécie de vírus que assola o planeta. Mas por que isso acontece? Por causa das teorias globalistas, novordistas e new agers que são, quase que necessariamente, o preâmbulo de toda discussão sobre o desenvolvimento sustentável.
           
O discurso moderno da sustentabilidade encontra suas raízes no Clube de Roma, que foi fundado em 1968. O Clube de Roma reúne celebridades políticas, acadêmicas e empresariais para debater temas como política, economia e meio ambiente. O Clube ganhou notoriedade em 1972, com a publicação do relatório intitulado The limits of growth (Os Limites do Crescimento) ou Relatório do Clube de Roma. Dentre os temas abordados pelo relatório estão: energia, poluição, saneamento, saúde, meio ambiente, tecnologia e crescimento populacional. O relatório trabalha contra dois tipos de crescimento, o econômico (no sentido industrial) e o populacional, o quais levariam a um esgotamento dos recursos e a níveis de poluição que a Terra não seria capaz de suportar.
           
No mesmo ano em que se publicou o Relatório do Clube de Roma realizou-se, por meio da ONU, a Conferência de Estocolmo, que versou sobre a relação entre a humanidade e a natureza, adotando um discurso contrário à industrialização.
           
Também em 1972, o químico James Lovelock apresentou ao mundo a Hipótese de Gaia, a qual resgata o conceito pagão da deusa-mãe, a Mãe Natureza, a Mãe Terra, e concebe a Terra como um ser vivo que busca seu equilíbrio, por assim dizer, “homeostático”. Na obra de Lovelock a humanidade é colocada como elemento desestabilizor desse equilíbrio.  
           
Sete anos após a publicação do Relatório do Clube de Roma foram erigidas as famosas Pedras Guia da Geórgia, um monumento que traz uma espécie de decálogo novordista escrito em oito idiomas. Dentre os mandamentos vale destacar o primeiro e o décimo. Alinhado com o Relatório do Clube de Roma, o primeiro mandamento diz “Maintain humanity under 500,000,000 in perpetual balance with nature”. Já o décimo mandamento traz todo o desprezo dos planejadores globais pela humanidade, pois vê em cada ser humano um câncer potencial: “Be not a cancer on the earth - Leave room for nature”.
           
Os passos seguintes foram o Relatório Bruntland e a Rio-92 (também chamada de Cimeira da Terra), a qual globalizou de vez a questão ambiental.
           
Não se pode negar que o Relatório Bruntland defende medidas interessantes, como a reciclagem de materiais reaproveitáveis, incentivo ao planejamento urbano (no sentido de proteger mananciais e diminuir os impactos negativos das atividades industriais sobre a sua vizinhança) e adoção de políticas governamentais que atendam necessidades básicas da população. Contudo, o Relatório também propôs a limitação do crescimento populacional, o banimento das guerras e concebeu a ONU como protagonista e coordenadora de um programa global de desenvolvimento sustentável.

A Rio 92, por sua vez, resultou numa série de documentos e convenções, tais como a Carta da Terra, a Convenção Sobre Mudanças Climáticas e a Agenda 21. A Carta da Terra exulta o surgimento de uma sociedade civil global que servirá para “construir um mundo democrático e humano” e, alinhada com a espiritualidade da Nova Era, propõe a promoção de uma “cultura de tolerância, não-violência e paz” (para tanto, propõe, por exemplo, a desmilitarização dos sistemas de segurança nacional[8]). A Carta da Terra ainda enfatiza a necessidade de se “adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito” (quem definirá esse “estilo de vida”?). Já a Convenção Sobre Mudanças Climáticas preparou o terreno para a elaboração do Protocolo de Kyoto e para o fortalecimento da hipótese do aquecimento global antropogênico. E a Agenda 21, por sua vez, estabelece que o desenvolvimento sustentável deve ser arquitetado em âmbito global com o apoio dos países. Embora cada país tenha sua própria Agenda 21, as diretrizes para a elaboração da agenda vêm da cúpula globalista.     

De certa forma, a construção teórica do desenvolvimento conseguiu neutralizar as propostas revolucionárias da teoria da dependência e o discurso anti-industrialização do Clube de Roma. Já o desenvolvimento sustentável, por ser parte de uma agenda globalista, dificilmente se afastará do radicalismo ambientalista, das pretensões novordistas e do seu elemento, por assim dizer, “espiritual”, o movimento da Nova Era.

A precariedade de abordagens sinceras sobre a relação entre economia, sociedade e meio ambiente e a preferência pelos referenciais teóricos globalistas e neopagãos torna a defesa do desenvolvimento sustentável uma mera engrenagem de um projeto globalista.

Os totalitaristas sabem que não podem implantar a Nova Ordem Mundial de supetão, por isso se valem de propostas aparentemente bem intencionadas para camuflar seus mais macabros projetos. O processo de justificação da Nova Ordem Mundial está em marcha e conta com o apoio da mídia, de governos, de diversas empresas, de ONGs e de inúmeras instituições renomadas de ensino superior.

O evento Rio+20 não é apenas a continuação da Rio-92. As raízes da Rio+20 são bem mais profundas; é a continuidade de uma estratégia lançada pelo Clube de Roma.


Embora a Rio+20 se proponha a “definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas”, cumpre destacar que essa agenda já existia e o evento, na verdade, é apenas mais um item dessa agenda. A agenda na qual a Rio+20 se insereé chamada de agenda do desenvolvimento sustentável, mas na verdade é a agenda da Nova Ordem Mundial, a qual propõe uma espiritualidade anti-cristã, o abortismo, a supressão gradual das liberdades civis e da soberania dos Estados.


Referências:

[1] BARRE, Raymond. Economia política vol. 1. Rio de Janeiro – São Paulo: Difel, 1978, p. 100-102.
[2] Cf. NUSDEO, Fábio. Curso de economia. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001, p. 347.
[3] SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 19-20.
[4] Idem, p. 17-18.
[5] VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento Sustentável – o desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Garamond, 2005, p. 171.
[6] Our Common Future, Chapter 2: Towards Sustainable Development. Disponível em: http://www.un-documents.net/ocf-02.htm#I
[7] VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento Sustentável..., p. 171-172.
[8] Recentemente a ONU solicitou a extinção da Polícia Militar brasileira.


Saulo de Tarso Manriquez
é mestre em Direito pela PUC-PR.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

O NOVO PARADIGMA DE ILUSÃO DA GLOBO

NEOMALTHUSIANISMO: O NOVO BICHO-PAPÃO DO FANTÁSTICO 

Desmistificada a campanha do aquecimento global, o programa Fantástico, da Rede Globo, entra com novo quadro para seguir atemorizando a população, agora com ideias neomalthusianas. 

Não constitui nenhum segredo o esforço magistral com que a Rede Globo tentou emplacar a tese do aquecimento global, em notória e estrita fidelidade aos projetos de governança mundial, a cumprir com leal disciplina o seu papel de doutrinadora de massas.

A começar pela divulgação do famoso vídeo de Al Gore, passando por inúmeros programas exibidos em vários horários para difundir a trágica ameaça aquecimentista, pela mobilização de ONG's de idoneidade discutível, pela apresentação de inserções e vinhetas entre outros programas e culminando especialmente por quadros especiais inaugurados no horário nobre dominical – quem se lembra daqueles programas de gigantescos cubos de carbono? - não há a mais remota chance de esta emissora alegar inocência. 

Muito pelo contrário, mesmo diante de respeitáveis opiniões divergentes e de todas as mais relevantes evidências, e ainda, mesmo diante da histórica invasão de hackers que trouxeram ao conhecimento do público vários e-mails da Unidade de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, que faziam parte da comunicação entre influentes cientistas pró-aquecimento global, na qual mostravam claramente a manipulação de dados, a Rede Globo  - sempre faço questão de frisar: a despeito de seus pomposamente anunciados “princípios editoriais” - em todas as oportunidades replicou com novas reportagens pretendentes a desmentir os ocorridos e desacreditar os cientistas que já a altura eram pejorativamente alcunhados pelos “aquecimentistas” como “negacionistas”. 

Pois, chegado a termo o embuste, selado com chave de ouro pelas últimas declarações do Dr Ricardo Augusto Felício, professor de climatologia da USP, junto à imprensa, em ratificação a anteriores advertências do respeitável Dr. Luís Carlos Molion, nada mais resta da história a não ser identificarmos e gravarmos bem os protagonistas disto que se tornou um verdadeiro crime de estelionato em dimensões mundiais, no mínimo, para vacinarmo-nos contra novas investidas mal-intencionadas.

Ora, dignos leitores, mantenham-se vigilantes, pois novas empulhações já estão sendo anunciadas: refiro-me ao programa do Fantástico intitulado " PLANETA TERRA: LOTAÇÃO ESGOTADA", a vir ao ar no próximo domingo, dia 20 de maio de 2012, no qual a gigante da TV brasileira visa alimentar nos seus telespectadores o medo da superpopulação do planeta, a partir do requentamento das rechaçadas, rechaçadas e rechaçadas teorias malthusianas e darwinistas, segundo as quais a produção de alimentos não há de acompanhar o crescimento populacional, e que os recursos estão em estado de exaurimento. 
Vale a pena reproduzir aqui a síntese, tal como redigida pelos seus responsáveis, seguida dos meus comentários:

Somos 7 bilhões de pessoas. Chegamos ao limite do nosso planeta? Afinal, quantas pessoas a Terra pode suportar? A partir do próximo domingo (20), você vai acompanhar uma investigação que rodou o mundo. Nossos repórteres viajaram pelos cinco países mais populosos da Terra. Eles foram até a África mostrar o continente que mais cresce no mundo e impacto do aumento populacional. 

Meu comentário: Só sete bilhões? Por favor, acordem-me quando chegarmos aos setenta! Isto aí não dá nem para encher o estado de São Paulo, mesmo que cada um dos cidadãos morasse em uma mansão. Bom, mas tomando por certo que a África seja o continente de maior crescimento vegetativo, quem disse que ela é o melhor modelo de solução dos problemas da fome, das doenças e da preservação ambiental? 
Como podemos alimentar, vestir, fornecer água, energia e moradia para tanta gente? Soluções tecnológicas para gerar energia e produzir mais comida. É possível tirar bilhões de pessoas da miséria sem condenar o ambiente? A luta contra as forças de um planeta maltratado. E os esforços para preservar espécies em extinção. Você vai ver a partir de domingo que vem em uma nova série no Fantástico, “Planeta Terra: Lotação Esgotada”.
 A jornalista Sonia Bridi visita os países mais populosos do mundo - China, Índia, Indonésia, Estados Unidos, além do Brasil - e viaja pela África, o continente que mais cresce, para mostrar o que precisa mudar e também algumas soluções sustentáveis que já foram encontradas para preservar espécies em extinção e gerar energia ou mais comida, sem maltratar a natureza. 

Meu comentário: que tal a sociedade livre capitalista, sem intervenções estatais? Uma dica: façam um passeio de foguete – ou acessem o Google Earth, que é bem mais barato – e constatem que os países industrializados possuem uma cobertura vegetal bem mais preservada do que os pertencentes ao bloco comunista ou recém-saídos dele, bem como os do primitivo terceiro mundo. A área coberta dos EUA hoje é maior do que no tempo da colonização. Nunca a produção de alimentos foi tão grande – e continua crescendo!

O primeiro episódio da série apresenta soluções encontradas pela China e pelos moradores de Ruanda para garantir o desenvolvimento sustentável das populações. A repórter mostra como os chineses fizeram para controlar o crescimento populacional do país com a política do filho único e, na África, conta a história de Ruanda. O país africano passou por um genocídio étnico em 1994 e conseguiu dar a volta por cima e recuperar a qualidade de vida de seus moradores após o massacre. Através da preservação dos gorilas da Montanha dos Gorilas e do turismo estrangeiro gerado pelo interesse nos animais, eles geram hoje recursos que garantem a sobrevivência da população local.

Proibir as famílias de gerarem um segundo filho e executar a laqueadura forçada das trompas nas mulheres é a solução? Pois saibam que a China enfrenta sim, hoje, um gravíssimo problema de ordem previdenciária, pois a política de filhos únicos provocou uma inversão da pirâmide etária que está para gerar grandes transtornos econômicos de repercussões mundiais. Quanto a Ruanda... abrir zôos é a solução? Aff...

Como se poderá ver, já no primeiro episódio o argumento se pauta pelo controle limitador da população, a legitimar as pesadas campanhas contraceptiva, abortista, eutanasista e gayzista que já estamos faceando em larga escala pelos meios de comunicação. 

Jamais na história Thomas Malthus e Charles Darwin deram uma dentro, a não ser olhando para o passado ou tomando como modelo a tenebrosa vida dos animais irracionais na natureza. A liberdade dos seres humanos sempre estimulou a criatividade, com resultados cada vez mais fantásticos de produtividade na produção de alimentos, geração de energia,  educação, comunicação, vestuário, transporte, medicina e todos os outros âmbitos da vida material.

A grotesca proposta sociológica - estudar a população para manipulá-la como um um terno jogo de lego - não passa de arrogante cientificismo que se jacta do alto de sua soberba ignorância e magnificentíssima insignificância a fim de pretender ocupar um lugar que jamais será seu por direito: o trono de Deus.

Aqueles que pregam as teorias malthusianas e darwinistas - que não são outros que não os coletivistas socialistas – somente têm em mente construir os seus mirabolantes planos para dominar a sociedade com o fito de viver nababescamente às custas do trabalho dos demais. Como diz o ditado popular: “enquanto houver cavalo, São Jorge não anda a pé”. Quem quer carregar estes tipos nas costas?

domingo, 13 de maio de 2012

IDIOMA E PERDA DE BIODIVERSIDADE

Pesquisa

Estudo liga perda de biodiversidade ao fim de idiomas

Entre as cerca de 6.900 línguas faladas no mundo, mais de 4.800 surgiram em regiões com alta biodiversidade, que estão perdendo importância; degradação da biodiversidade fez com que culturas e línguas também fossem perdidas


O estudo mostra que 70% dos idiomas do mundo inteiro foram descobertos em locais com as mais ricas biodiversidades (iStockphoto/Thinkstock)


O declínio da diversidade cultural e linguística está ligado à perda de biodiversidade, informou neste domingo, baseada em um estudo, a rede britânica BBC. Segundo uma pesquisa publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), 70% dos idiomas do mundo inteiro foram descobertos em locais com as mais ricas biodiversidades.
A degradação da biodiversidade fez com que culturas e línguas também fossem perdidas. “Os biólogos estimam uma perda anual de espécies 1.000 vezes maior do que os recordes históricos, enquanto os linguistas preveem que entre 50 a 90% dos idiomas vão desaparecer até o fim do século”, dizem os pesquisadores.

Pesquisa - O responsável pelo estudo, professor Larry Gorenflo, da Universidade de Penn, nos Estados Unidos, disse que já havia detectado uma conexão entre os dois tipos de diversidades, mas ainda não havia detalhamento suficiente para publicar um estudo a respeito. “Nós usamos dados novos para ter um entendimento mais sólido de como as línguas e as biodiversidades aconteceram simultaneamente e quão extensa geograficamente era a linguagem”, disse Gorenflo à BBC. Os pesquisadores também examinaram áreas menores com rica biodiversidade, como áreas preservadas restritas.
Entre as cerca de 6.900 línguas faladas no mundo, mais de 4.800 surgiram em regiões com alta biodiversidade, diz o estudo. Para Gorenflo, esses locais são muito importantes e estão se tornando cada vez menos. “O estudo dá uma oportunidade maravilhosa para unir os esforços de conservação. As pessoas que buscarem fundos para conservação biológica podem colaborar com aquelas que buscam fundos para conservação linguística ou cultural”, explica o professor.
“No passado, era muito difícil fazer os biólogos olharem para as pessoas. Mas isso mudou muito nos últimos anos. Biólogos e ecologistas estão vendo agora que as pessoas fazem parte desses ecossistemas”, afirma Gorenflo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

PERNAMBUCO FALANDO PARA O MUNDO


PERNAMBUCO FALANDO PARA O NORDESTE E PARA O MUNDO:O ART DÉCO E A ARQUITETURA DA RADIODIFUSÃO





Aline de Figueirôa Silva1

O art déco vem sendo (re) visitado pela historiografia da arquitetura brasileira e ainda comporta ilustres desconhecidos, primos pobres e ricos de uma generosa família que se espalha pelo Brasil. A cada nova pesquisa, a cada nova publicação, nos deparamos com casos análogos ou manifestações locais. A ocasião de elaboração deste artigo revela, por um lado, traços de uma genealogia comum, e, por outro, traz à tona exemplares praticamente desconhecidos, porém significativos para o acervo de Pernambuco, quiçá do País.2 Propomos, então, uma incursão pela arquitetura da radiodifusão em Pernambuco, privilegiando os municípios do interior.

1 Arquiteta e Urbanista e Mestre em Desenvolvimento Urbano pela UFPE, Professora do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip), onde coordena o Laboratório da Imagem e a pesquisa História da Arquitetura no Agreste de Pernambuco. Pesquisadora do Laboratório da Paisagem/UFPE.

Revista UFG / Julho 2010 / Ano XII nº 8, págs. 52-54


A partir de 1920, o Brasil entrava na era fonográfica e na era do rádio, que viveu os anos dourados entre as décadas de 30 e 50, em meio ao clima de ebulição política, social,artística e intelectual. A primeira emissão radiofônica do País data de 7 de setembro de 1922,feita pelo presidente Arthur Bernardes como parte dascomemorações do Centenário da Independência do Brasil (Comegno, 2008, p. 11-14). A rádio tornou-se um veículo de informação e entretenimento. Sediou festivais e audições musicais, a radionovela, o radioteatro, programas de auditório, transmissões educativas e esportiva se praticou o chamado “jornalismo de utilidade pública”.

Em 1948, Francisco Pessoa de Queiroz, bacharel em Direito, diplomata, político e dono do Jornal do Commercio, inaugurou a Rádio Jornal do Commercio do Recife, disseminando o slogan “Pernambuco speaking to the world”.

A partir de 1951, o empreendedor instalou quatro radio difusoras no interior, com o slogan “Pernambuco falando para o Nordeste”, expandindo a radiodifusão na região.

Em Garanhuns, veio à luz a primogênita e, posteriormente, vieram as rádios de Caruaru e Pesqueira – trigêmeas univitelinas –, e, por fim, a rádio de Limoeiro, supostamente a caçula da família pernambucana e gêmea bivitelina.

Há, entre pesquisadores pernambucanos, controvérsias quanto à autoria do projeto arquitetônico das rádios do Recife e do interior. Creditamos o projeto da rádio de Garanhuns e, logo, de Caruaru e Pesqueira, aos engenheiros Hugo Guimarães e Paulo Pessoa de Queiroz (Jornal do Commercio, 26.5.1951).

Nestas três cidades, o complexo arquitetônico inclui auditório, estúdios, camarins, salas de espera e direção, e transmissores, implantados em uma gleba onde se erguia a monumental antena, presa ao solo por tirantes. O conjunto é delimitado por um muro externo e adornado por um jardim na entrada. Solta no terreno, a edificação é ricamente valorizada em todas as fachadas e emprega elementos à moda streamline. A diferenciação volumétrica corresponde à distinção funcional em planta baixa. O volume vertical abriga uma pequena copa, o reservatório d’água e o maquinário do relógio, de onde, através dastrês janelas escotilhas, chega-se à coberta.

Cantos arredondados, elementos escalonados, rasgos com janelas basculantes contínuas, brises horizontais em argamassa de cimento e os caracteres tipográficos na fachada e no auditório são marcas indeléveis do art déco e exprimem a velocidade das modernas máquinas náuticas e aéreas. A coberta, revestida por telhas de fibrocimento, está escondida por frisos de arremate da fachada.

O relógio e a efígie de um índio, símbolo do Jornal do Commercio e de identificação nacional, comparecem na fachada frontal. O auditório comporta cerca de 500 cadeiras de madeira numeradas e ondulações na parede ao fundo do palco, certamente para melhor efeito acústico.





Relevos escultóricos nas alvenarias compõem sua decoração, retratando elementos da flora regional, notas musicais e ondas hertzianas.

O glamour da era de ouro derrama-se pelas juntas douradas dos pisos em granilite preto e verde, portadas monumentais, luzes do muro e do relógio, prolongando-se pela iluminação pública. O alto-falante, presente no mezanino da rádio de Limoeiro, funcionava para a escuta das radionovelas.

Esta rádio se diferencia em planta e implantação, pois ocupa um terreno em meio de quadra, já que sua antena foi instalada no morro conhecido como Cruzeiro. Possui ligação direta entre a rua e os camarins, garantindo acesso privativo aos artistas, e um salão nobre, onde ocorriam eventos solenes. No pavimento superior, encontram-se uma residência funcional e o maquinário do relógio.

Diversos documentos antigos perdidos sinalizam seu caráter de utilidade pública, funcionando como um ponto de Achados e Perdidos. As quatro rádios utilizam os mesmos materiais construtivos, mobiliário, peças sanitárias, gabinetes para senhores e senhorase características do estilo, constituindo primorosos exemplares do art déco.

Ao percorrê-las, fomos agraciados com valiosos depoimentos e pudemos colher algumas reminiscências sobre coisas e fatos reveladores do seu passado. Apesar da ação do tempo, novos usos mantêm vivo o antigo suporte em Pesqueira, Limoeiro e Garanhuns. Estas conservam, enfim, os traços originais que lhes foram dados e impõem sua volumetria na paisagem urbana. A rádio de Caruaru, a única tombada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, comporta as maiores modificações após a instalação do Shopping e Empresarial Difusora. A Rádio Jornal do Recife literalmente tombou! Deu lugar a um supermercado em 1989(Amorim, 2007, p. 67; 98).

Os exemplares de Pesqueira e Limoeiro encontram-se bastante íntegros, conservando mobiliário, alto-falantes, pisos, relevos, portões, basculantes, esquadrias, bilheterias e maquinário originais, mantendo viva a atmosfera dos anos dourados. A rádio de Limoeiro, atual Centro Cultural Ministro Marcos Vinícius Vilaça, reduz a carência de espaços de convenção, eventos e solenidades na cidade, uso que poderia ser potencializado em outros casos. A rádio de Pesqueira abriga, no pequeno estúdio, a atual Rádio Jornal AM 1390.

É admirável que esse conjunto arquitetônico permaneça de pé, uma vez que as rádios enfrentaram a censura imposta pelo regime militar e a concorrência da televisão a partir da década de 1960, que lhes roubava o elenco artístico e a audiência noturna, e das FMs nos anos 70 e 80 (Comegno, 2008; Morais, Lima e Marques, 2004). As rádios pernambucanas são edificações notáveis, que falam, agora, através de nossa interlocução, se não para o mundo, ao menos para o Nordeste e para o Brasil. Ao (re) encontro, quem sabe, de outros parentes desconhecidos...

domingo, 6 de maio de 2012

ANOS DE CHUMBO


1933-1945  OS (VERDADEIROS) ANOS DE CHUMBO


Com que autoridade moral, pois, ainda erguem seu dedo acusador contra os “filhotes da ditadura”? Malgrado a força intrínseca desses fatos e números, a malícia esquerdista poderá tentar neutralizá-los alegando que saem da boca de um anticomunista. Mas seria inverter causa e efeito. Não penso essas coisas por ser anticomunista: tornei-me anticomunista porque me dei conta dessas coisas.

Olavo de Carvalho em 'Filhotes do genocídio' - Época, 02 de junho de 2001.

Enquanto a esquerda brasileira clama contra os terríveis “anos de chumbo da cruel ditadura militar brasileira” e ataca as reuniões comemorativas de 64 e o lançamento do livro sobre o Presidente Médici, seus próceres esquecem (?) de que os piores crimes contra a humanidade foram cometidos por seus admirados predecessores: Lênin, Stalin, Mao Zedong, Hitler, Castro e Che Guevara. Piores não apenas quantitativamente – o que já seria relevante – mas em crueldade, cinismo, hipocrisia e puro demonismo.


Ao limitar-me aos anos 1933-45 não estou de forma nenhuma deixando de lado os genocídios que ocorreram nos períodos anteriores ou posteriores, como o praticado pelo Império Otomano contra os armênios de 1915 a 1918. Um número estimado entre 500 e 600 mil pessoas foram queimados, fuzilados ou dizimados por torturas e morte pela fome. Muitos foram exilados, expulsos ou fugiram para tentar sobreviver. Para dar um nome à matança foi cunhado por Raphael Lemkin o termo genocídio. Acredita-se que o total de mortos atingiu 1,5 milhão. No último dia 24 de abril a Igreja Armênia do Brasil lembrou o 97º aniversário do da matança. Nem desconsidero os massacres posteriores de Mao Zedong, Pol Tot, Fidel e outros comunistas. Também não desprezo os mais de 300 milhões de mortos pelo Islã nos últimos 1.400 anos.

A característica de todos foi a tentativa de destruição de qualquer resquício da civilização (sem adjetivo, pois só existe uma: a ocidental judaico-cristã).


Uma das acusações mais freqüentes a textos como este é que “os cristãos mataram milhões na maldita Inquisição” e não têm moral para falar. Pois as mais novas pesquisas históricas revelam que os números de mortes e torturas foram exagerados deliberadamente. Os números usados por Juan Antonio Llorente para a Inquisição Católica Espanhola (350 mil processos e 32 mil condenados) têm sido contestados por pesquisadores independentes. Ricardo García Cárcel & Mario Moreno Martínez (Inquisición. Historia Crítica), Antonio Dominguez Ortiz (Estudios de la Inquisición Española) e Jaime Contreras admitem 150 mil processos, 5 mil vítimas mortais; 3.500 por judaísmo e o restante por diversas heresias. As torturas atingiram se tanto 2 a 3% do total. Para Henry Kamen, expert em história moderna, a Inquisição Católica espanhola foi muito inferior à da França ou as protestantes na Inglaterra, Escócia, Alemanha e Holanda. (Todos estes autores são citados na insuspeita revista esquerdista espanhola Historia Y Vida, nº 519).


Os anos de terror a que me refiro aqui vão de 1933 a 1945. Segundo Timothy Snyder (Bloodlands: Europe between Hitler and Stalin, Basic Books, NY, 2010) os anos de genocídio podem ser divididos em três períodos:


1) 1933-1938 – a União Soviética foi responsável por quase todas as matanças.


2) 1939-1941 – como resultado do Pacto Molotov-Ribbentropp houve um balanceamento das ações entre os dois aliados.


3) 1941-1945 – os alemães foram responsáveis por quase todas as matanças.

Desde 1944, ano em que foi publicado The Road to Serfdom, de Friedrich von Hayek, o mundo sabe que o fascismo jamais foi uma reação contra o socialismo, mas ambos têm raízes comuns no planejamento econômico centralizado no Estado e no poder deste sobre os indivíduos. Por mais que as esquerdas acusem os liberais e conservadores de fascistas, como os idiotas em frente ao Clube Militar, a história demonstra que o fascismo e sua versão nazista e o comunismo são gêmeos univitelinos, separados apenas por conveniência propagandística de Stalin após a traição de Hitler ao romper o pacto Molotov-Ribbentropp e invadir a URSS em 1941.


A história do terceiro período (41-45) é suficientemente conhecida, pois os judeus, com justa razão, não nos deixam esquecer o Holocausto. Mas a dos demais períodos são ocultadas com zelo pela esquerda, principalmente o Holodomor, o Holocausto Ucraniano.

Segundo Snyder:


os stalinistas colonizaram seu próprio país, e os nazistas colonizaram a Ucrânia Soviética ocupada: e os habitantes da Ucrânia sofreram e sofreram. Durante os anos em que tanto Stalin quanto Hitler estiveram no poder, mais pessoas foram mortas na Ucrânia do que em qualquer outro lugar nas terras ensangüentadas(bloodlands) ou na Europa, ou mesmo no mundo”.


Nunca tantos mataram tantos em tão pouco tempo! Mais de 30 anos antes de Alexander Soljenitsin, em seu Arquipélago Gulag, Victor Andreievich Kravchenko, em I chose freedom, já denunciava as atrocidades dos campos de concentração na União Soviética. Mas o estudo de Snyder, embora não tão pungente, vai além: em 476 campos de trabalho forçado, 18 milhões de pessoas foram sentenciadas, das quais entre 1,5 e 3 milhões  morreram.


Sem falar no pior: a fome! Os ucranianos foram condenados conscientemente a morrer de fome e os famintos ainda eram cinicamente acusados de ‘sabotadores do plano qüinqüenal’. O canibalismo instalou-se como norma: pais comiam o corpo de seus filhos mortos e vice-versa. Irmãos comiam os menores, que morriam antes.


Quem defende ou mesmo silencia sobre estes crimes, tem moral para acusar alguém, de quê?