Esse filme foi produzido pelo Studio Ein Gedi Produções, sobre o trabalho de alunos e professores da Escola Estadual Zilda da Frota Uchôa, em Vilhena, Rondônia, na recuperação das nascentes do Igarapé Pires de Sá.
Geografia,Economia, Meio Ambiente, Geologia, História,Filosofia, Ciências, Literatura, Geopolítica.
terça-feira, 10 de maio de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
VAMOS DETURPAR O DIA DA MULHER
"A
liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se vêem
presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é
destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem. (Pe. Paulo Ricardo de
Azevedo Júnior)
A História é esta: em
1910, a comunalha do mundo todo, reunida sob a organização Segunda
Internacional Comunista, com a participação de Lenin e outros líderes que,
pouco tempo depois, seriam responsáveis pelo genocídio de dezenas de milhões de
pessoas, definiu que o dia 8 de março marcaria o Dia Internacional da Mulher.
As intenções, como soem ser as intenções revolucionárias, pareciam ser as
melhores: sob a esparrela da independência, queriam tirar a mulher da opressão
do lar e levá-las para a liberdade das fábricas. Karl Marx já postulara coisa
semelhante, mas em relação às crianças. Em crítica à plataforma do Partido Social-Democrata
Alemão, escreveu:
"Uma proibição geral
do trabalho infantil é incompatível com a existência de indústria em larga
escala e, por isso, um desejo piedoso e vazio. Sua realização – se possível –
seria reacionária, já que, com uma estrita regulação do tempo de trabalho de
acordo com as diferentes faixas etárias e outras medidas de segurança para a
proteção das crianças, a combinação desde cedo de trabalho produtivo com
educação é um dos meios mais potentes para a transformação da sociedade
presente."
O que Marx, Lenin e todos
que entenderam o socialismo pretendiam era que mulheres, crianças e idosos
conformassem, com os homens, a imensa massa igualitária, igualmente miserável e
à disposição da indústria planificada, em que todos são iguais, exceto a
nomenklatura. Em verdade, as mulheres do mundo todo estavam sendo convidadas a
optar por algo que, logo adiante, em todos os países socialistas, tornar-se-ia obrigação:
trocar o insuportável peso de colheres e panos-de-prato pela confortável leveza
de ferramentas e máquinas industriais.
Nas últimas décadas, essa
simbologia pegou forte por aqui e, cada vez mais, as mulheres têm abandonado a
suposta exploração machista (sobre a qual Olavo de Carvalho – não poderia ser
diferente – já escreveu o que havia para escrever) em nome de uma suposta
liberdade, composta por confusão, histeria e desalento. Entretanto, não foi
sempre assim.
Na primeira metade do
século XX, o mundo civilizado legou a “comemoração” ao esquecimento, preferindo
presenteá-las com liberdade, enquanto os membros da União Soviética mais a
China e o Vietnã mantiveram-na como feriado nacional (mantendo as promessas do maravilhoso
mundo socialista limitadas ao discurso e aos símbolos). Apenas na década de
1960 o festejo voltou à agenda ocidental, por iniciativa do Movimento
Feminista, que achava uma boa idéia o Ocidente imitar países como Azerbaijão,
Mongólia, Tajiquistão, Quirguistão e Vietnã e comemorar o 8 de março como
símbolo das lutas das mulheres. (Qual seria a reação das feministas se a
Civilização Ocidental tratasse suas mulheres da forma como eram – e são –
tratadas as mulheres das nações que penam na mão do Socialismo?)
Resta claro, pois, que a
consolidação do Dia Internacional da Mulher é fruto da mendacidade esquerdista
e, como toda ação revolucionária, envolve mentiras e manipulações de
informações.
Contudo, a data acabou
sendo mais um tiro no pé revolucionário: em vez de demonstrações de força da
mulher e de igualdade de gêneros (o que é impossível em todos os níveis, do
ontológico ao lógico), o dia é marcado por manifestações de respeito, veneração
e prostração do homem ante a sensível, amável e encantadora mulher. Com sua
temerária passividade, a civilização judaico-cristã absorveu a comemoração
revolucionária, mas, ao mesmo tempo, com seu respeito ao Direito Natural das
gentes, subverteu-a e a dotou de humanidade e decência, com uma boa dose de
capitalismo (pelo que a indústria e o comércio agradecem).
Parece-me bom, sim,
comemorar o Dia da Mulher, como um marco àquilo que deve ser a regra: o amor a
quem gesta a vida. Mas sigamos comemorando o 8 de março, também, como uma
data-símbolo, que representa a imposição da realidade civilizada sobre
devaneios ideológicos.
Não há feminismo que
resista às insuperáveis diferenças inatas entre mulheres e homens. Não há
discurso esquerdista que supere o progresso e a liberdade do mundo civilizado.
Não há bandeira revolucionária que passe incólume pelo crivo da realidade.
O socialismo até tem um
discurso bonito, mas no capitalismo, na civilização ocidental, fundada sobre a
moralidade judaico-cristã, temos liberdades, decência, comida, papel higiênico
e a possibilidade de oprimir nossas mulheres com flores, bombons e carinhos.
Não deixe de assistir ao Padre Paulo Ricardo
falando sobre o maior inimigo da mulher, o feminismo, nem de ler um dos textos
mais brilhantes do Olavo de Carvalho, a “Breve história do machismo”.
http://colombomendes.blogspot.com
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
CRISE DE IMIGRAÇÃO NA EUROPA
CRISE DE IMIGRAÇÃO NA EUROPA:" não estão nos oferecendo o que a Alemanha nos oferece"
Dezenas de migrantes acampados em frente à estação central de trens em Budapeste na Hungria: "Alemanha"!
Segundo
consta, meio milhão de migrantes e refugiados ingressaram na União
Européia nos primeiros oito meses de 2015, esse número poderá atingir
mais de um milhão antes do final do ano. Esse número também não inclui
aqueles que entraram dissimuladamente na União Européia.
Um
total de 364.183 migrantes entraram na União Européia pela via marítima
entre janeiro e agosto, comparado com 280.000 que ingressaram nos doze
meses de 2014, de acordo comestatísticas atualizadas publicadas pela International Organization for Migration (Organização Internacional para a Migração IOM em inglês) em 3 de setembro de 2015.
Do
total das entradas pela via marítima, 245.274 ingressaram na Grécia,
116.649 na Itália e 2.166 na Espanha. Os principais países de origem
são: Síria, seguida pelo Afeganistão, Eritréia, Nigéria, Albânia,
Paquistão, Somália, Sudão e Iraque.
Além disso, segundo consta, 132.240 migrantes deram entrada,
pela via terrestre, na União Européia nos primeiros sete meses de 2015,
atravessando a Turquia indo para a Grécia e Bulgária, de acordo com a
Frontex, a Agência de Controle de Fronteiras da União Européia. Os três
principais países de origem são: Síria, Afeganistão e Paquistão.
A
Alemanha e a Suécia são os destinos preferidos da maioria dos
migrantes, seduzidos pelos generosos benefícios que eles podem
solicitar, além da mensagem dos governos daqueles países de que
refugiados são bem-vindos, independentemente de quantos eles sejam.
Se
isso continuar indefinidamente, a política de portas abertas para a
imigração, poderá atrair, potencialmente, milhões de muçulmanos do
Oriente Médio e do norte da África para a Europa.
Todos
os países europeus estão sendo afetados, de uma forma ou outra, pela
crise da migração. Segue um breve levantamento da evolução dos
acontecimentos em alguns desses países.
Na Áustria, o Chanceler Werner Faymann disse que
ele irá revogar uma medida de emergência que permitia a entrada
desimpedida de mais de 10.000 migrantes e refugiados na Hungria. "Nós
sempre afirmamos que se tratava de uma situação de emergência em que
deveríamos agir rápida e complacentemente", segundo ele. "Nós demos
assistência a mais de 12.000 pessoas em situação desesperadora. Agora
temos que, passo a passo, nos desenvencilhar das medidas de emergência e
voltar à normalidade".
Apenas 20 das 12.000 pessoas que atravessaram a fronteira no fim de semana dos dias 5 e 6 de setembro requisitaram asilo na Áustria. O restante já tinha se dirigido à Alemanha, mais generosa. Além de receberem gratuitamente
roupas, moradia e assistência médica, os migrantes na Alemanha também
recebem uma ajuda mensal em dinheiro de €143 (US$160), comparado aos €40
(US$45) na Áustria.
Enquanto isso, seis pessoas, cinco búlgaros e um afegão com residência permanente na Hungria, foram presos suspeitos
de terem alguma relação com a morte de 71 migrantes cujos corpos, em
decomposição, foram encontrados na carroceria de um caminhão em 27 de
agosto. A polícia acredita que o caminhão, abandonado no acostamento de
uma rodovia austríaca, tenha entrado na Áustria pela Hungria. O
proprietário do caminhão é cidadão búlgaro de origem libanesa.
Na Grã-Bretanha, em 7 de setembro o Primeiro Ministro David Cameron anunciou planos
de receber 20.000 refugiados sírios nos próximos cinco anos. Tão
somente alguns dias antes ele disse que o Reino Unido já tinha acolhido o
suficiente de refugiados. Segundo consta Cameron mudou de postura
depois que jornais britânicos publicaram fotos do corpo de um menino
sírio levado pelas ondas até uma praia turca.
Desde então, uma petição solicitando
que o governo receba mais refugiados colheu mais de 400.000
assinaturas, bem acima do limite das 100.000 necessárias para que ela
seja debatida pelo parlamento.
A
petição diz o seguinte: "há uma crise global de refugiados. O Reino
Unido não está oferecendo asilo proporcional se comparado a seus pares
europeus. Não podemos aceitar que refugiados que arriscaram suas vidas
para fugirem do terrível conflito e violência sejam deixados à míngua,
inseguros e em condições desumanas na Europa. Temos que ajudar".
Milhares de imigrantes econômicos vêm procurando entrar ilegalmente no Reino Unido através do Eurotúnel, um túnel ferroviário de 50 quilômetros entre a França e a Grã-Bretanha.
Na Bulgária, cinco jihadistas disfarçados de refugiados foram presos em
28 de agosto quando tentavam atravessar a fronteira em Gyueshevo, um
dos três postos de controle ao longo da fronteira entre a Bulgária e a
Macedônia. A polícia suspeitou dos cinco homens, albaneses entre 20 e 24
anos de idade, que tentaram subornar guardas de fronteira com 175 euros
(US$195) cada. Um levantamento subsequente descobriu que os homens
tinham consigo propaganda do Estado Islâmico, inclusive vídeos de
decapitações.
Na República Tcheca, as autoridades marcaram os
imigrantes com números, escritos com caneta hidrográfica, nos braços e
nas mãos. O governo declarou que muitos imigrantes não tinham documentos
e não falavam inglês e que esse método era a melhor maneira de
monitorá-los. A medida foi bastante criticada por conta das conotações
do Holocausto judeu, quando os nazistas tatuaram números em todos
aqueles que eles mandavam para os campos de concentração.
Na Dinamarca, Andreas Kamm, secretário geral do Conselho Dinamarquês para Refugiados (Dansk Flygtningehjælp), alertou que a atual crise de refugiados poderá levar ao colapso total a sociedade européia. Em uma entrevista concedida ao jornal Jyllands-Posten, Kamm disse que ele acredita que a Europa está diante de "um cenário de Armageddon total". Ele acrescentou:
"nós estamos experimentando uma disparidade histórica entre os altíssimos números de refugiados e imigrantes e a capacidade global de lhes proporcionarmos proteção e assistência. Estamos correndo o risco de que conflitos entre migrantes e a população local se agravem e saiam do controle. A resposta não pode ser a Europa importar populações excedentes. Não se pode esperar de nós que destruamos nossa própria sociedade".
O ministro da Fazenda dinamarquês Claus Hjort Frederiksen disse o
seguinte: "estou extremamente indignado pelo fato dos países árabes,
que estão abarrotados de dinheiro, aceitarem a entrada de "meia dúzia de
gatos-pingados" de refugiados. Países como a Arábia Saudita. É
extremamente escandaloso".
O governo dinamarquês colocou anúncios
em jornais libaneses com o objetivo de dissuadir imigrantes em
potencial. "A Dinamarca decidiu apertar a regulamentação em relação aos
refugiados em uma série de áreas", dizem os anúncios, alertando que
recentemente a Dinamarca aprovou uma legislação cortando benefícios em
até 50% para os novos refugiados que chegarem ao país.
Em 6 de setembro a polícia dinamarquesa barrou 150
refugiados que iniciaram uma marcha em direção à fronteira com a
Suécia, conhecida pela sua política mais benevolente em relação ao
asilo. O grupo estava entre os 300 refugiados que chegaram a Rødby, uma
movimentada travessia de balsa entre o sul da Dinamarca e a Alemanha.
Houve altercações com a polícia quando alguns dos refugiados tentaram
fugir para não terem suas impressões digitais registradas, por temerem
serem registrados como à procura de refúgio na Dinamarca e não poderem
seguir para a Suécia.
Em 8 de setembro, a polícia dinamarquesa mandou de volta um
grupo de imigrantes econômicos que tinha chegado à Alemanha. "São
pessoas que não procuram asilo e que portanto estão aqui ilegalmente.
Eles foram deportados e impedidos de entrarem novamente no país durante
dois anos", segundo uma declaração da polícia do sul da Dinamarca.
"Desse primeiro grupo fazia parte um grande número de pessoas. Muitos
seguirão o mesmo caminho depois que estes tiverem seus casos
processados", dizia a declaração, acrescentando que eles foram enviados
de volta de ônibus.
Na Finlândia o Primeiro Ministro Juha Sipila ofereceu fazer
a sua parte para aliviar a crise de migração da Europa anunciando que
refugiados muçulmanos poderiam ficar em sua pequena casa de verão,
ociosa, em Kempele, uma pequena cidade a apenas 184 quilômetros ao sul
do Círculo Ártico. As temperaturas médias em Kempele ficam abaixo de
zero graus centígrados seis meses por ano e a cidade não tem nenhuma
mesquita (ainda). "Eu espero que isso se transforme em algum tipo de
movimento popular que incentive as pessoas a dividirem o ônus dessa
crise de moradia para os refugiados", disse Sipila à emissora da TV
estatal.
Sipila fez a sua oferta um dia depois que seu governo duplicou a estimativa do número de requerentes de asilo na Finlândia em 2015 para 30.000. Duas semanas antes, seu governo já tinha subido a
estimativa para 15.000 que era 10.000 acima da estimativa anterior. Os
números acima devem ser vistos em comparação aos 3.600 requerentes de
asilo em 2014.
Nos primeiros cinco meses de 2015, a maioria dos requerentes de asilo na Finlândia, que se encontra emperrada em
uma recessão que já dura três anos, eram imigrantes econômicos e não
refugiados fugindo das zonas de conflito. De acordo com o Serviço de
Imigração Finlandês, os dez principais países de origem dos imigrantes
da Finlândia foram: Iraque, Somália, Kosovo, Afeganistão, Rússia, Albânia, Nigária, Síria, Marrocos e Argélia.
Enquanto isso cerca de 200 finlandeses em Salo, cidade da gigante dos telefones celulares Nokia, protestavam contra
a abertura de um centro de recepção para refugiados na cidade.
Manifestantes na praça central entoavam palavras de ordem como: "fechem
as fronteiras" e "o Islã irá nos destruir". Um manifestante disse o
seguinte: "os finlandeses precisam ser ajudados em primeiro lugar. Tudo
foi tirado dos desempregados, dos pobres e dos doentes. E os cofres
estão vazios. Se esses centros forem abertos, nossos impostos irão
aumentar".
Na França, o Presidente François Hollande concordou em abrigar 24.000 migrantes nos próximos dois anos. Uma pesquisa de opinião publicada em 5 de setembro pelo Le Parisienrevelou que
55% dos eleitores franceses eram contrários a um relaxamento nas leis
que regem o pedido de imigrantes para a obtenção de status de
refugiados, inclusive para os sírios que estão fugindo da guerra civil.
O vice-presidente do partido anti-imigração Frente Nacional Florian Philippot, acusou a
Chanceler Alemã Angela Merkel de incentivar a migração para a Europa
cuja finalidade é abastecer a indústria alemã com "escravos".
"A
Alemanha necessita de escravos baratos para abastecer sua indústria"
disse Philippot em um discurso proferido em uma assembléia da Frente
Nacional em Marseille. "As propostas dela de impor cotas de imigrantes
têm sua lógica: para servirem aos cínicos interesses do capitalismo
alemão. O único objetivo é diminuir o déficit demográfico da maneira
mais barata possível".
Na Alemanha,
o número de requerentes de asilo que ingressaram no país em um único
mês ultrapassou a casa dos 100.000 pela primeira vez na história. O
número recorde de requerentes de asilo em agosto de 2015 chegou a 104.460, alcançando o total cumulativo de 413.535 nos primeiros oito meses de 2015. A Alemanha espera receber um total de 800.000 refugiados e imigrantes no ano em curso, quatro vezes mais do que em 2014.
Autoridades
alemãs dizem que 20.000 migrantes e refugiados entraram no país no
final de semana dos dias 5 e 6 de setembro. Outra onda é esperada nos
próximos dias.
O
governo alemão irá dispor de €6 bilhões (US$6,7 bilhões) para se
ajustar à convergência de refugiados. Os governos locais e estaduais
receberão €3 bilhões para abrigar os refugiados e o governo central irá
alocar outros €3 bilhões em benefícios para as novas entradas.
Centenas de refugiados muçulmanos estão se convertendo ao
cristianismo, ao que tudo indica, na esperança de melhorarem suas
chances de seu pedido de asilo ser aprovado. De acordo com o Islã, os
muçulmanos que se converterem ao cristianismo são considerados culpados
de apostasia, um crime que merece ser punido com a morte. Os
"convertidos" ao que parece acreditam que os oficiais da imigração alemã
permitirão que eles permaneçam na Alemanha se eles puderem convencê-los
que serão mortos caso sejam enviados de volta aos seus países de
origem.
Imigrantes
muçulmanos têm se enfrentado quando chegam à Alemanha. Em 19 de agosto
pelo menos 20 migrantes sírios alojados em um abrigo de refugiados,
superlolado, na cidade oriental alemã de Suhl tentaram linchar um migrante afegão depois que ele rasgou algumas páginas do Alcorão e as jogou em um vaso sanitário.
Mais
de 100 policiais foram chamados para restabelecer a ordem, mas quando
eles chegaram foram atacados com pedras e blocos de concreto. Dezessete
pessoas ficaram feridas na confusão, 11 refugiados e 6 policiais. O
afegão agora se encontra sob proteção policial. O presidente do estado
alemão de Thuringia, Bodo Ramelow, disse que muçulmanos de
nacionalidades diferentes deveriam ser abrigados separadamente para
evitar tumultos dessa natureza no futuro.
Na Grécia foram posicionadas tropas
na ilha de Lesbos no Mar Egeu, devido a confrontos entre migrantes e a
polícia. Mais de 15.000 migrantes e refugiados chegaram à ilha, um dos
pontos de entrada para a União Européia. Os migrantes estão
transtornados em virtude dos atrasos nos processos de registro que os
deixaram desabrigados na ilha, incapazes de continuarem sua jornada em
direção a outros países ao norte da Europa. Altercações também romperam
entre sírios, que têm prioridade no processo de avaliação e afegãos que
são forçados a esperar muito mais tempo.
Na Hungria o Primeiro Ministro Viktor Orbán propôs enviar o exército para fechar a fronteira com a Sérvia, no sul do país. Ele disse o seguinte:
"passo a passo, a fronteira estará sob controle. Enviaremos a polícia, depois, se tivermos autorização do parlamento, posicionaremos as forças armadas. Não se trata de 150.000 migrantes que alguns querem dividir em quotas, nem de 500.000, número este que eu ouvi em Bruxelas, são milhões, depois dezenas de milhões, porque o número de imigrantes não tem fim".
O
porta-voz do governo de centro-direita da Hungria Zoltán Kovács disse
que a resposta da União Européia para a crise da imigração é um fracasso
total. Ele disse o seguinte:
"a União Européia não faz nenhuma distinção entre aqueles que realmente necessitam e os que não necessitam de ajuda. Verdadeiros refugiados são misturados com migrantes econômicos. Nós não estamos diante de uma crise de refugiados, estamos sim diante de uma crise migratória. Tem gente vindo para cá de uma centena de países ao redor do mundo. É totalmente inaceitável que a movimentação ilegal de pessoas já esteja institucionalizada".
Centenas de migrantes ávidos para saírem da Hungria em direção da terra prometida da Alemanha foram filmados confrontando a polícia, recusando água e comida. Um migrante foi questionado sobre a razão dele não querer ficar na Hungria. He respondeu o seguinte: "a Hungria não nos oferece o que nos é oferecido na Alemanha... casa, dinheiro..."
Na Islândia cuja população é de 330.000 habitantes, mais de 12.000 famílias se prontificaramem
abrir a porta de suas casas na tentativa de levantar o teto do governo
de aceitar apenas 50 requerentes de asilo por ano. Eles responderam a um
chamamento de Bryndís Björgvinsdóttir, um ativista que criou uma página
no Facebook solicitando que o governo permita que os cidadãos comuns islandeses também possam ajudar.
Referindo-se aos refugiados, Björgvinsdóttir expôs o seguinte:
"eles são nossos futuros cônjuges, os melhores amigos, a próxima alma gêmea, o baterista da banda dos nossos filhos, o próximo colega, Miss Islândia em 2022, o carpinteiro que finalmente irá terminar o nosso banheiro, o cozinheiro da cafeteria, o bombeiro e o apresentador da televisão. Pessoas sobre as quais nós jamais poderemos dizer no futuro: sua vida vale menos do que a minha".
Na Itália um requerente de asilo de 18 anos da Costa do Marfim chamado Mamadou Kamara foi acusado de
assassinar um casal de idosos na Sicília. Kamara, que foi resgatado das
águas do Mar Mediterrâneo em 8 de junho e trazido juntamente com outros
migrantes ao porto de Catania na Sicília, segundo consta, invadiu uma
casa na vizinha aldeia de Palagonia e cortou a garganta de Vincenzo
Solano, 68, durante um assalto violento. Sua esposa Mercedes Ibañez, 70,
natural da Espanha caiu da sacada do segundo andar. A polícia afirma
que Kamara roubou um laptop, uma câmera de vídeo e um celular da
residência do casal.
O político de centro-direita Giorgia Meloni declarou:
"o instigador do assassinato desses dois inocentes é o estado italiano,
que é responsável pela manutenção de uma instalação para migrantes...
que nós dizíamos deve ser fechada".
Na Macedônia,
a polícia se altercou com milhares de migrantes que tentavam entrar no
país pela Grécia. O Ministro das Relações Exteriores Nikola Poposki disse:
"nos últimos dias houve um surpreendente crescimento no ingresso de migrantes atingindo o número de 3.000 a 3.500 pessoas por dia, o que obviamente é algo que um país de dois milhões de habitantes, com os nossos recursos, não consegue administrar. Nós tivemos que intensificar o controle da entrada ilegal no território macedônio".
Centenas de migrantes muçulmanos gritando "Allahu Akbar" ("Alá é o maior") rejeitaram as refeições distribuídas pela Cruz Vermelha porque o alimento não era halal, ou seja: legalmente permitido de acordo com a lei da Sharia islâmica.
Na Holanda o governo anunciou novas
regras que irão cortar alimentos e abrigos para migrantes que não
conseguirem provar que são refugiados. Candidatos a asilo que forem
desqualificados terão direito a "algumas semanas" de abrigo após terem
seus pedidos rejeitados. Se eles não concordarem em voltar para casa,
serão deportados.
O
Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial criticou a
política holandesa. O comitê declarou que as necessidades básicas dos
imigrantes devem ser proporcionadas incondicionalmente. O Primeiro
Ministro Mark Rutte respondeu que seria "absurdo" proporcionar abrigo
permanente àqueles que se recusarem a sair do país. "Nós estamos falando
dos grupos de pessoas que pode voltar" segundo ele, "cujos governos os
aceitariam de volta, mas que não querem voltar".
Na Noruega dezenas de migrantes estão chegando pelo
Círculo Ártico. Estima-se que até 20 migrantes por mês viajem para o
extremo norte da Rússia para depois atravessarem a fronteira e entrarem
na minúscula cidade norueguesa de Kirkenes, que fica cerca de 4.000
quilômetros ao norte de Damasco.
Conforme
regem os acordos de fronteira, é ilegal atravessar a fronteira a pé ou
dar carona a alguém sem documento, um empecilho que os refugiados
sírios contornaram andando de bicicletas.
"Não há nenhuma razão para acreditar que isso irá parar" segundo declaração de
Hans Møllebakken, chefe de polícia de Kirkenes ao jornal VG da Noruega.
"O fato é que se você tiver dinheiro, é possível ir de Damasco a
Storskog em menos de 48 horas: Esta é a linha expressa para Schengen".
Na Eslováquia o
porta-voz do Ministério do Interior Ivan Netik, disse que seu país
aceitará somente cristãos, quando permitir a entrada de refugiados
sírios segundo o esquema de remanejamento da União Européia. Falando à
BBC, Netik disse o seguinte:
"nós realmente queremos ajudar a Europa nessa onda de imigrantes, mas somos apenas um país de passagem, além disso as pessoas não querem ficar na Eslováquia. Podemos aceitar 800 muçulmanos, mas não temos nenhuma mesquita na Eslováquia, de que maneira então os muçulmanos poderão se integrar se não irão se sentir bem aqui"?
Na Espanha o jornal El País publicou uma matéria relatando
que a maioria dos candidatos a asilo vê a Espanha como nada mais que
uma "simples parada" no caminho para a Alemanha. Muitos se dirigem para o
norte após expirar os seis meses de assistência financeira gratuita.
"Muitos daqueles que chegam à Espanha seguem em frente assim que
possível, para que possam ir a outros países que oferecem ajuda mais
generosa", relata o jornal. "Eles sabem que aqui não há emprego e que a
estrutura existente não tem condições de cobrir a necessidade de todos".
O
governo central em Madri impôs limites no tamanho da ajuda disponível,
porém mais de 50 governos distritais e municipais da Espanha já estão proporcionando, aos migrantes, moradia e assistência médica gratuitas.
Em 7 de setembro a polícia disparou balas
de borracha contra migrantes em um centro de detenção em Valência
depois que 50 deles tentaram fugir. Em 16 de agosto pelo menos 35
migrantes fugiram de um alojamento de detenção em Algeciras. Em 15 de agosto oito migrantes fugiram de um centro de detenção em Murcia.
Na Suécia, em 6 de setembro, o Primeiro Ministro Stefan Löfven discursou em
um comício pró-refugiados em Estocolmo, no qual ele exortou os suecos e
demais europeus a darem mais de si em prol dos imigrantes. Ele disse o
seguinte: "nós precisamos decidir agora que espécie de Europa teremos no
futuro. A minha Europa aceita refugiados. A minha Europa não constrói
muros".
Uma pesquisa de opinião realizada pela Schibsted/Inizios para o jornal Aftonbladet constatou
que 66% dos suecos estavam dispostos a ajudarem os refugiados e que 48%
tinham pouca ou nenhuma confiança na conduta do governo em relação à
crise.
No Vaticano,
em 6 de setembro, o Papa Francisco conclamou todas as paróquias e
mosteiros na Europa para que cada um deles abrigue uma família de
refugiados. Ele também disse que as duas paróquias do Vaticano darão o
exemplo. Segundo uma estimativa "há
cerca de 122.000 paróquias na Europa, como mostra um estudo conduzido
pela Universidade de Georgetown publicado em junho. Se cada uma delas
abrigar uma família de refugiados, de três a quatro pessoas, cerca de
360.000 a 500.000 refugiados poderão ser acomodados nos próximos meses".Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado
em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do
Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em
Madri.
Original em inglês: Europe's Migration Crisis: "Not Giving Us Like in Germany"
Tradução: Joseph Skilnikquinta-feira, 23 de julho de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
CRISE DE IMIGRAÇÃO
IMIGRANTES RUMO À EUROPA
Há um sentimento comum entre os milhares de imigrantes que se sujeitam às condições subumanas e se amontoam em embarcações obsoletas para chegar ao continente Europeu através do Mar Mediterrâneo. Poucos estariam ali se essa não fosse a última alternativa. Além da miséria crônica dos países subsaarianos, os conflitos que se espalharam por Síria, Líbia e Iêmen nos últimos anos esfacelaram governos e amplificaram perseguições raciais e religiosas no norte da África e no Oriente Médio.
Há um sentimento comum entre os milhares de imigrantes que se sujeitam às condições subumanas e se amontoam em embarcações obsoletas para chegar ao continente Europeu através do Mar Mediterrâneo. Poucos estariam ali se essa não fosse a última alternativa. Além da miséria crônica dos países subsaarianos, os conflitos que se espalharam por Síria, Líbia e Iêmen nos últimos anos esfacelaram governos e amplificaram perseguições raciais e religiosas no norte da África e no Oriente Médio.
Dados da Anistia Internacional mostram que metade dos
imigrantes ilegais que realizaram a travessia era composta por
refugiados de guerra. Os demais tinham objetivo de se asilar na Europa
ou arrumar um emprego para fornecer uma vida melhor para suas famílias.
Com relação à nacionalidade, 46% dos imigrantes eram provenientes da
Síria e Eritreia. Malianos, líbios, nigerianos, etíopes e somalis também
são flagrados com frequência na região.
A Líbia se transformou no maior 'hub' de embarque clandestino. O país
está destroçado por uma guerra civil desde o fim da revolta que
liquidou o ditador Muamar Kadafi, em 2011. Milícias fundamentalistas
ganharam terreno no ano passado e conquistaram o controle de importantes
cidades, incluindo a capital Trípoli e Bengasi. O governo que conta com
o respaldo da comunidade internacional encontra-se acuado no leste do
país e, sem poder, chegou a buscar refúgio em uma embarcação
ancorada em Tobruk. Como o Exército nacional foi dizimado e os postos
de controle das fronteiras encontram-se abandonados, o fluxo de
imigrantes é intenso no país. É neste cenário que redes de traficantes
de humanos, muitas vezes aliadas a grupos armados, conseguem coagir
pessoas a abrir mão de suas últimas economias em troca de uma viagem só
de ida para a Europa.
Em relato ao jornal britânico The Guardian, um imigrante
nigeriano contou que, ao chegar a uma praia da Líbia, se deparou com
centenas de pessoas acampadas e aguardando a ordem dos traficantes para
viajar. Uma vez dentro do barco, os criminosos permitem que milícias
armadas subam a bordo para roubar os últimos pertences dos imigrantes.
As pessoas, então, são dividas com base em critérios raciais e de
gênero. Por terem a pele mais clara e condições de pagar maiores
quantias em dinheiro (a 'passagem' custa entre 600 e 2.000 euros ou
1.800 e 6.000 reais), os sírios são autorizados a ficar no convés das
embarcações, onde teoricamente seria mais seguro. Refugiados de pele
mais escura vindos da África Subsaariana são trancados nos porões dos
barcos, assim como mulheres e crianças - consideradas 'barulhentas
demais'. Qualquer ação que os traficantes venham a considerar uma
desobediência é passível de torturas, castigos físicos e até morte,
empurrando as pessoas ao mar.
As viagens, que deveriam durar de três a quatro dias, transformam-se
num pesadelo pela precariedade das embarcações. Os pesqueiros
clandestinos não têm estrutura necessária para permanecer estabilizados
no oceano e são atirados para diferentes direções conforme a força das
ondas. Os próprios traficantes costumam guiar os barcos e, por não terem
experiência suficiente, se perdem com frequência nas águas do
Mediterrâneo. A comida e água potável disponível também não demoram a
acabar, o que provoca agitações entre os imigrantes. O desespero é
tamanho que os naufrágios na região costumam ocorrer devido ao excesso
de pessoas que se aglomeram em uma única área do pesqueiro após um barco
estrangeiro ser avistado ao horizonte. A grande maioria dos imigrantes
não sabe nadar e se afoga imediatamente após cair na água.
Caso sejam resgatados com vida ou consigam cumprir a viagem até águas
controladas por países europeus, os imigrantes enfrentam um burocrático
processo até serem autorizados a reconstruir suas vidas. Muitas vezes
eles permanecem por tempo indeterminado em centros de acolhimento
superlotados. "De acordo com as regulamentações da União Europeia, os
imigrantes precisam ser identificados no primeiro país ao qual eles
chegam e, se quiserem pedir asilo, devem fazer isso no primeiro país em
que aportam. Como muitos querem se deslocar para outros lugares da
Europa, eles permanecem em situação ilegal. Isso torna impossível o
encaminhamento de solicitações para trabalhar. E muitos acabam apelando
para os empregos irregulares", explica a pesquisadora Elisa De Pieri, da
organização Anistia Internacional.
http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/rumo-a-europa-imigrantes-enfrentam-racismo-tortura-e-afogamento
sexta-feira, 22 de maio de 2015
OS PLÂNCTONS
A importância de cada plâncton
Edição especial da revista científica Science traz os resultados da expedição ‘Tara Oceans’, que estudou o conjunto de micro-organismos marinhos responsáveis pela produção de metade do oxigênio da Terra.
Os cientistas catalogaram 35 mil tipos de bactérias marinhas, cerca de
80% dos quais eram, até então, ignoradas e identificaram mais de 5 000
tipos de vírus, dos quais apenas 39 eram conhecidos(Thinkstock/VEJA)
Em setembro de 2009, um veleiro saiu da Bretanha francesa para o que seria a primeira expedição científica global para estudar o plâncton, organismos microscópicos fundamentais para o equilíbrio marinho. Por pouco mais de quatro anos, os cientistas da Tara Oceans enfrentaram ameaças de piratas, ventos e tempestades para recolher 35 000 amostras de 210 regiões em todos os oceanos da Terra. Os resultados das análises revelaram, em cinco estudos publicados na quinta-feira (21) na revista Science, que esses organismos são mais diversos, variados e importantes para o ecossistema do que se imaginava. Descobriu-se, por exemplo, que, em sua maior parte unicelulares e invisíveis a olho nu, os minúsculos plânctons, antes pouquíssimos conhecidos pela ciência, são responsáveis por produzir metade do oxigênio encontrado na Terra.
"Descobrimos um mundo novo. Sabíamos que o plâncton era parte
fundamental da máquina que move o planeta, atuando em ciclos essenciais,
como o do carbono e o do nitrogênio. No entanto, não conhecíamos a
diversidade e real relevância desses seres",
Microbioma marinho - Durante os 1 140 dias da
expedição, o veleiro levou 160 cientistas a 35 países para recolher
amostras da superfície dos mares a até 900 metros de profundidade. Entre
os resultados mais importantes das análises estão o catálogo genético
de 35 000 tipos de bactérias marinhas, cerca de 80% dos quais eram, até
então, ignoradas, e a identificação de mais de 5 000 tipos de vírus, dos
quais apenas 39 eram conhecidos. Além disso, foi comprovado que a
temperatura oceânica é o principal fator para o equilíbrio do plâncton.
Qualquer mínima variação é capaz de comprometer a harmonia dos
micro-organismos.
Sarmento e uma equipe internacional de pesquisadores, que inclui
cientistas do Universidade Sorbonne, na França, do Molecular Biology
Laboratory, na Alemanha, e do Vlaams Instituut voor Biotechnologie, na
Bélgica, elaborou um mapa de biodiversidade de vírus, bactérias e
protistas e explorou suas interações e impacto. As análises de 7,2
trilhões de pares de bases de DNA revelaram uma diversidade jamais
imaginada pelos cientistas.
"Acreditávamos que existissem dezenas ou centenas de tipos desses
micro-organismos, mas encontramos entre 2 000 e 4 000 tipos diferentes
de plâncton. Em 1 mililitro de água do mar há 1 milhão de bactérias e 10
milhões de vírus. Os oceanos são os lugares onde habita a maior parte
das formas de vida do planeta", disse Sarmento.
Nova tecnologia - Isso só foi possível pela
tecnologia atual, que tornou rápido e simples o sequenciamento de DNA
dos seres vivos. O volume atingido pelos cientistas é mil vezes superior
a qualquer estudo prévio de diversidade marinha. Com as novas técnicas e
a expedição foi possível estudar as criaturas em seu ambiente, o que
revelou a imensa variedade.
Além disso, os cientistas descobriram que cada região tem sua própria
comunidade de micro-organismos. Ela varia de acordo com o local, a
temperatura da água e os componentes encontrados na água. Há vírus e
bactérias específicos para o Atlântico ou Pacífico e o que os separa são
os redemoinhos oceânicos.
Origem da vida - O plâncton é formado por organismos
microscópicos: vírus, bactérias, protistas e pequenos organismos
multicelulares que, além de produzirem metade do oxigênio do planeta por
meio da fotossíntese, atuam como sumidouros de carbono, influenciam no
clima e formam a base da cadeia alimentar de peixes e mamíferos
marítimos.
Foram eles os responsáveis pelo surgimento do oxigênio no planeta.
Esses micróbios produziram o gás que saiu dos oceanos, migrou para a
atmosfera e tornou possível a saída das primeiras formas de vida da água
para ganharem a superfície da Terra. Além disso, todas as reservas de
petróleo têm origem nesses micro-organismos, pois o combustível é o
resultado da sedimentação de antigos mares e oceanos.
Por enquanto, os cientistas analisaram apenas 579 das 35 000 amostras
coletadas, o que significa que novas descobertas devem surgir nos
próximos anos. Além disso, os dados serão complementados com os
resultados da expedição Malaspina, liderada pelo Instituto de
Ciências do Mar (ICM-CSIC) de Barcelona, na Espanha, que recolheu
amostras do oceano mais profundo, de até 4 000 metros de profundidade
A expedição Tara Oceans é apoiada pelo Centro Nacional de
Pesquisas Científicas da França (CNRS), pelo European Molecular Biology
Laboratory, da Alemanha, e conta com a participação de diversas
instituições públicas e privadas internacionais.
explica o biólogo português
Hugo Sarmento, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
e um dos cientistas envolvidos na concepção e organização da expedição.
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/a-importancia-de-cada-plancton
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