quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rio Pires de Sá























PROJETO: REVITALIZAÇÃO DO RIO PIRES DE SÁ


Dando prosseguimento ao processo de revitalização do Rio Pires de Sá, em parceria com o Ministério Público Estadual, Sedam, IBAMA , Semicam e escolas de ensino fundamental e médio da rede pública municipal e estadual do Município de Vilhena – Rondônia, no dia 11 de novembro de 2010, sob a coordenação da Técnica em Educação, Ana Nere Paula Assis, da Escola Zilda da Frota Uchôa e a colaboração dos professores Claudionor( Escola Zilda),Ailton (Escola Castelo Branco) e da professora Marta (Escola Vilma Vieira), alunos voluntários das 7ª;8ª e 9ª séries do ensino fundamental e dos 1º e 2º anos do ensino médio da Escola Zilda; da 7ª série da Escola Castelo Branco e 7ª;8ª e 9ª séries da Escola Vilma Vieira reuniram-se na Escola Zilda às 07:00 horas para o início dos trabalhos de plantio de mudas de espécies vegetais nativas do bioma cerrado,com o objetivo de recompor a vegetação natural das nascentes do Rio Pires de Sá.


Inicialmente foram selecionadas as mudas de árvores de diversas espécies, produzidas nos viveiros da Escola Zilda especialmente para essa finalidade, totalizando 85 unidades. As mudas selecionadas das espécies: Angelim,Jambolão,Buriti,Açaí,Cacau Silvestre,Cumaru, Ingá, Cedro Rosa, Ipê Roxo, Ipê Amarelo,Ipê Branco,Cerejeira,Paineira,Ingazinho,Urucum e Jacarandá do Cerrado foram acondicionadas em engradados plásticos.Em seguida foram separadas as ferramentas, os carrinhos de mão, adubo químico, calcário, regadores,chapéus de palha e luvas de jardinagem.


Todo o material - ferramentas , insumos,equipamentos e as mudas de árvores - foi colocado num veículo da SEDUC que dá suporte ao projeto.Os alunos e professores embarcaram em um ônibus cedido pela Prefeitura de Vilhena para o transporte de ida e volta.


Chegando à A.P. P – Área da Proteção Permanente, as equipes foram divididas para o início dos trabalhos de reposição vegetal das nascentes.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mapa da gravidade da Terra

Cientistas criam "mapa da gravidade" da Terra


Cientistas criaram um "mapa da gravidade" terrestre, mostrando as diferentes influências desta força física ao redor do planeta. O modelo, conhecido como geóide, define onde estão os níveis da superfície terrestre, esclarecendo se o sentido é "para cima" ou "para baixo". Os cientistas afirmam que os dados podem ser usados em inúmeras aplicações, entre elas nos estudos de mudança climática para ajudar a entender como a grande massa de oceanos move calor ao redor da Terra.O novo mapa foi apresentado em um simpósio sobre observação terrestre em Bergen, na Noruega, onde também estão sendo apresentados dados recolhidos por outras missões da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês). Antes do fim da década, cerca de 20 missões da ESA totalizando cerca de 8 bilhões de euros serão lançadas para observar o espaço através de sondas.


Parâmetros


O mapa foi desenhado a partir de medições precisas realizadas pelo satélite europeu Goce, sigla formada a partir das iniciais da sonda exploradora de campo gravitacional e equilíbrio estacionário que circula na órbita terrestre a uma altitude de pouco mais de 250 km da superfície – a órbita mais baixa de um satélite de pesquisa em operação. A Goce carrega três pares de blocos de platina dentro de seu gradiômetro – o aparelho que mede o campo magnético da Terra – capazes de perceber acelerações leves da gravidade sentida na superfície.Em dois meses de observação, o satélite mapeou diferenças quase imperceptíveis na força exercida pela massa planetária em diferentes pontos do globo. O mapa define, em um determinado ponto, a superfície horizontal na qual a força da gravidade ocorre de maneira perpendicular. Estas inclinações podem ser vistas em cores que marcam como os níveis divergem da forma elíptica da Terra. No Atlântico Norte, perto da Islândia, o nível se situa a cerca de 80 metros sobre a superfície da elipsóide. No Oceano Índico, esse nível está 100 metros abaixo. Os cientistas dizem que o mapa permitirá aos oceanógrafos definir como seria a forma dos oceanos se não houvesses marés, ventos e correntes marítimas. Subtraindo a forma do modelo, ficam evidentes estas outras influências. Esta informação é crucial para criar modelos climáticos que levam em conta como os oceanos transferem energia ao redor do planeta.


Usos


Há outros usos para o geóide. O modelo fornece um sistema universal para comparar altitudes em diferentes partes da Terra, à semelhança dos aparelhos de nivelamento que, na construção, revelam aos engenheiros para onde um determinado fluido corre naturalmente dentro de um tubo ou cano. Cientistas geofísicos também podem usar os dados da sonda para investigar o que ocorre nas entranhas profundas da Terra, especialmente naqueles pontos susceptíveis a terremotos e erupções vulcânicas."Os dados da Goce estão mostrando novas informações no Himalaia, na África Central, nos Andes e na Antártida", explica o coordenador da missão da Esa, Rune Floberghagen."São lugares bem inacessíveis. Não é fácil medir variações de alta frequência no campo gravitacional da Antártida com um avião, porque há poucos campos aéreos a partir dos quais operar."A altitude extremamente baixa da Goce deveria limitar a utilização da sonda por no máximo mais dois anos. Entretanto, níveis relativamente baixos de atividade solar produziram condições atmosféricas calmas, fazendo o satélite consumir menos combustível que o estimado.


A equipe crê que a sonda poderia ser utilizada até 2014, quando a falta de combustível desaceleraria a missão, obrigando-a a sair de órbita.









Vilhena - Rondônia

Considerações e indagações


Considerações e indagações sobre a viagem Silvino Guilherme de Barros, barão de Nazaré à Vila de Garanhuns em 1878.

Silvino Guilherme de Barros, barão de Nazaré foi comerciante no Recife, coronel reformado da Guarda Nacional e comendador da Imperial Ordem da Rosa. Foi também chefe político local do Partido Liberal e várias vezes deputado provincial.Senador do Congresso Legislativo de Pernambuco em 1904 ,quando morreu

Na segunda metade do século XIX Garanhuns era uma das muitas vilas do interior da Província de Pernambuco. Localizada em um dos pontos mais elevados do Planalto da Borborema, distando cerca de 50 léguas da Capital, era lugar de refúgio para o viandante que adentrava aos lugares mais recônditos do interior. Circundada pela exuberante vegetação da Mata Atlântica, regada pelas diversas fontes de águas e refrescada pelos ventos alísios de sudeste - que sopram o ano inteiro do oceano para o continente - o clima da vila era ameno e agradável para os visitantes de outras localidades especialmente os oriundos do Município do Recife, onde as temperaturas apresentavam-se mais elevadas.

Sobre a viagem do Barão de Nazaré à Vila de Garanhuns na segunda metade do século XIX levantamos algumas hipóteses:

· Havia outras vilas, além de Garanhuns, nas proximidades?

· Além da Vila de Garanhuns, Silvino Guilherme de Barros, barão de Nazaré visitou outras vilas do interior.?

· Quais eram suas reais intenções ao visitar o interior da província?

· Quais eram os meios de transporte utilizados na época para uma longa viagem de 6 a 7 dias, cerca de 15 dias ida e volta?

· Foi o clima que o impressionou ou foi o interesse econômico a razão de sua simpatia por Garanhuns?

· Como alguém viajaria tanto tempo em lombo de animal apenas para “descansar” numa viagem arriscada onde estavam expostos a perigos de ataques de animais selvagens, índios e a bandoleiros que viviam nas matas?

· Era uma comitiva oficial ou uma viagem particular de negócios?

· Qual era a extensão do território da capitania de Pernambuco no século XVI?

· Quem era o governador da província de Pernambuco em 1878?

· Qual era a organização administrativa de Pernambuco nessa época?

· Que forças políticas dominavam o parlamento pernambucano?

· Quais as forças políticas dominavam a política local?

Na década de 1870 a economia da Vila de Santo Antonio de Garanhuns baseava-se na agricultura e pecuária.

· Solo fértil, fontes de águas naturais de boa qualidade, clima temperado, umidade relativa do ar elevada,por conta da abundante vegetação, média altitude, correntes ar dos ventos alísios(úmidos)de sudeste.

· O território onde ficava localizado a Vila de Santo Antonio de Garanhuns antes da ocupação pelos negros fugidos dos engenhos e das fazendas da capitania de Pernambuco, no tempo de Duarte Coelho,fora habitada por indígenas,povos autóctones, do grupo cariri. Portanto, a história da ocupação do espaço geográfico onde se configurou a origem do povoado,vila e posteriormente Município de Garanhuns é bem mais antiga do que relata Alfredo Leite Cavalcanti e outros historiadores.

· Na época da colonização do território brasileiro habitava o vale do Rio Mundaú, próximos de sua nascente, uma tribo indígena da nação cariri. Segundo o historiador Alfredo Leite Cavalcanti a tribo indígena tinha o nome Unhanhu que habitava os campos dos Garanhu.

· Esse nome foi repassado pelos índios aos brancos que passaram a habitar a região, por volta do século XVII.

· Desse modo, a ocupação do espaço ocupado posteriormente por negros e brancos a partir do século XVII é um segundo momento histórico e não o único.

· Segundo Niede Guidon, os povos indígenas já habitavam a America há cerca de 10 mil anos antes do Brasil Colônia; já habitavam a região do território que viria a ser chamado de Garanhuns por longo tempo, logo, já havia uma sociedade indígena organizada ocupando o território. Então, o termo “povoamento” torna-se subjetivo ao definir a ocupação e organização social dos novos habitantes.

Estação Ferroviária de Garanhuns








Great Western of Brazil Railway Estação de Garanhuns - 1905

O CRIME DO CAFÉ CHILE

O ASSASSINATO DE JÚLIO BRASILEIRO

Os cafés – concertos eram ambientes muito freqüentados pelas mais diversas camadas populares no início do século XX. Via de regra, esses espaços estavam localizados no centro do Recife.Eram espaços do ócio, dos negócios,da contestação política,das inter-relações sócio-culturais, das bebedeiras e também das solidariedades.Territórios que fugiam do controle das autoridades,que possuíam seus códigos seus ritos e símbolos.Fugiam a hierarquização estabelecida pelas elites.Nesses espaço abria-se a possibilidade de diálogo.Indivíduos da elite também freqüentava os bares considerados de “segunda categoria” com seus códigos de conduta e signos distintos.Nesses ambientes era possível ver cidadãos respeitáveis vestidos de fraque, anel de brilhante no dedo, pérola na gravata, beberem garrafas e mais garrafas de cerveja, às vezes gritar e dar altas gargalhadas num jogo animado de cartas ou de dados.

O Café Chile, localizado na Praça da Independência no centro do Recife, de acordo com os almanaques da década de 1910, era um espaço destinado a uma clientela de maior poder aquisitivo. Segundo anúncios da época o Café Chile tinha instalações modernas e serviços de qualidade refinadas.O estabelecimento era iluminado por luz elétrica e o serviço de copa- cozinha à vista do freguês.Sua noites eram animadas por uma orquestra que se apresentava diariamente até as duas da manhã.As pessoas mais exigentes quanto aos padrões de higiene e limpeza dos locais que freqüentavam estariam bem servidas nesse lugar.Em seu interior havia uma tabacaria que dispunha de cigarros, charutos e fumos das mais diversas procedências para atender ao gosto refinado de sua clientela.Seu cardápio visava atender ao paladar de indivíduos mais abastados.

Segundo propaganda da época, o Café Chile buscava atrair um público mais requintado e diferenciado, apresentando a imagem de um ambiente confiável e seleto.Para agradar os mais diversos paladares o menu oferecia uma grande variedade de petiscos, refeições ligeiras como “ macarronada italiana,ovos quentes e fritos e comidas frias”.Sorvetes, refrescos, chocolates, bombons, chá, café, torradas e uma grande variedades de bebidas nacionais e estrangeiras.Oferecia aos seus clientes os alimentos e bebidas mais refinados e dispendiosos.Era um ambiente exclusivamente freqüentado pela elite da capital e também do interior. 

                                         
                                      Júlio Brasileiro

Na noite do dia 14 de janeiro de 1917 o deputado estadual e prefeito eleito de Garanhuns, Coronel Júlio Euthymio da Silva Brasileiro, como de costume quando estava na capital encontrava-se no terraço do Café Chile desfrutando da brisa  noturna com alguns amigos tomando cerveja.Chefe político de Garanhuns e rico fazendeiro ligado ao governo de Manoel Borba, Júlio Brasileiro, eleito pela segunda vez prefeito do município, enfrentava oposição por parte da elite política garanhuense que denunciara fraude no pleito que o elegera .

Vestido de modo elegante e recostado à cadeira o coronel conversava.Por volta das 20:30hs , Sales Vila Nova  aproximou-se da mesa e sem hesitar desfechou quatro  tiros no coronel - seu antigo desafeto e responsável pela surra de cipó de boi que levara dias antes.A vítima ainda tentou esboçar reação sacando a arma que sempre levava ao coldre.Todavia, mortalmente ferido, veio a falecer horas depois.O episódio desencadeou uma carnificina na cidade no dia seguinte e nos dias que se seguiram culminando com a morte de mais de 30 pessoas. 

Esse trágico episódio ficou conhecido como a Hecatombe de Garanhuns


Bibliografia: A sedução da noite nos cafés do Recife dos anos 1920: entre prazeres e transgressões: Sylvia Costa Couceiro ANPUH XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA,2007

LEMBRANÇAS DO MEU TEMPO




                       Alameda da entrada principal do Colégio XV de Novembro - Garanhuns-PE

Essas árvores são testemunhas silenciosas do tempo em que o Colégio Quinze de Novembro ficava com suas portas abertas para a população. Menino pobre e sem pertencer a alguma família de nome proeminente na cidade arriscava-me a freqüentar o ambiente do colégio nas horas vagas.
Nessa época morávamos na travessa Silvino Macedo, por trás do Colégio Estadual. Passar uma manhã ou uma tarde no ambiente do Colégio Quinze era uma aventura. Jogos de futebol de salão, basquete, vôlei e outros esportes, campeonatos, intercâmbios com times da capital faziam parte de sua dinâmica de atuação esportiva. Melhor ainda quando a Marinha Brasileira com seus atletas participavam de jogos com os atletas do Quinze uma vez por ano.
Estilingue (na época o nome era: peteca) pendurado no pescoço, vestido com calças curtas acima dos joelhos, descalço e despenteado (a molecada até certa idade não dá o mínimo para aparência) lá estava eu querendo ver tudo e saber de tudo que estava acontecendo. Usei calças curtas tanto tempo que ganhei o apelido de “escoteiro” . Falava com minha mãe para mandar fazer calças compridas para mim e ela não me dava ouvidos. O problema é que seria necessário o dobro do tecido para tal intento. A grana era curta.
Haja gracejos da molecada: escoteiro! Que sufoco.
Depois de ir de um lugar para outro querendo ver tudo ao mesmo tempo, cansado, nem sobrava tempo para a caçada de calangros, lagartixas e passarinhos do sítio do colégio. O passeio só estaria completo se colhesse alguma fruta para repor as energias:um caju, uma goiaba, uma manga...
Em relação aos outros colégios da cidade, o Quinze - como era conhecido por todos - tinha uma postura amena quanto ao acesso de meninos pobres em seu ambiente. Nesse tempo andar bem vestido e com calçado nos pés não era para todos.
Lembro que minha mãe só podia comprar roupas novas no final de cada ano. Eram as roupas para o Natal e o Ano Novo. Durante a semana eram usadas as roupas velhas, às vezes remendadas. Via de regra, nada nos pés. A maior parte do tempo ficávamos descalços. Os sapatos novos comprados no final de cada ano – quando era possível comprar – só deviam ser usados aos domingos para passear no Pau Pombo, ir à matinê no cinema e ir à missa no final da tarde.
Por conta de andar sempre descalço meus pés apresentavam um aspecto horrível: sujos e machucados. Muitas vezes levava “topadas” que arrancavam pedaços dos dedos dos pés.As unhas sofriam machucados.Era uma “via dolorosa” quase todos os dias.Espinhos,  pregos,cacos de vidro e outros são os “vilões” dos pés desprotegidos.
Com os pés machucados, como calçar os sapatos no final de semana?
Os pés, tão desacostumados com os sapatos, sofriam também com os calos que surgiam após as caminhadas domingueiras.
Que sacrifício.