Geografia,Economia, Meio Ambiente, Geologia, História,Filosofia, Ciências, Literatura, Geopolítica.
quinta-feira, 25 de junho de 2020
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Coronavírus e o cérebro
Especialistas do Reino Unido estudaram casos de pacientes
contaminados com o novo coronavírus e identificaram o aparecimento de problemas
mentais. A preocupação dos pesquisadores é que danos colaterais da Covid-19
podem gerar graves complicações neurológicas e distúrbios permanentes no
cérebro e no sistema nervoso
De acordo com os estudos de caso analisados pelos
britânicos, o vírus pode causar problemas mentais decorrentes da infecção pelo
corpo, incluindo psicose, confusão mental, depressão crônica e fadiga
duradoura, mesmo entre pessoas mais jovens e que tiveram uma infecção mais
branda. Também houve o aparecimento de doenças raras como catatonia (uma
paralisação física e mental) e a síndrome de Guillain-Barre (quando as defesas
do organismo destroem os próprios nervos).
O Reino Unido montou uma iniciativa para monitorar esses
casos chamada CoroNerve, o Programa Nacional de Vigilância de Complicações
Neurológicas da Covid-19, que envolve a Associação de Neurologistas Britânicos
e pesquisadores da Royal College of Psychialists. O estudo desenvolvido, que
ainda não foi publicado, avaliou os casos de 150 adultos britânicos com
sintomas que refletem esses problemas. Quase um terço sofreu com distúrbios de
humor e confusão. Há evidências de inflamação cerebral prejudicial nestes
pacientes.
O CoroNerve mostrou
que dez pacientes desenvolveram psicose, seis apresentaram sintomas semelhantes
à demência e quatro tiveram quadros depressivos. Os resultados estavam
“desproporcionalmente representados em pacientes mais jovens, entre 20 e 50
anos”, diz o estudo. “Elas variam de formas de encefalite (inflamação cerebral)
até psicose e catatonia. É um espectro bastante amplo”, explica Benedict
Michael, neurologista consultor da Universidade de Liverpool, que lidera o
CoroNerve, em entrevista à Good Health.
domingo, 26 de janeiro de 2020
GEOPOLÍTICA: ANÁLISE DAS RELAÇÕES GLOBAIS | Resumo de Geografia para o Enem
Olá, pessoal! Depois de um longo e tenebroso inverno estamos de volta com nossas publicações!Por oportuno, vamos dar um enfoque especial a questão da GEOPOLÍTICA MUNDIAL, uma vez que as coisas estão esquentando entre as potências mundiais por questões étnicas,religiosas, econômicas,territoriais,etc.
Um grande abraço a todos e até a próxima.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Nuvem radioativa que atingiu a Europa
Origem seria um acidente durante uma arriscada operação de
reprocessamento de combustível nuclear em Mayak
Em Outubro de 2017 cientistas de um laboratório italiano
detectaram a presença do elemento radioativo Rutênio-106 no ar da cidade de
Milão. O elemento é um subproduto da fissão do Urânio-235, usado como
combustível em usinas nucleares. A última vez em que ele foi detectado na
atmosfera foi em 1986, após o desastre nuclear em Chernobyl. Ou seja, sua
presença era um indicador de que em algum lugar, um acidente nuclear havia
ocorrido.
O Instituto Francês para Proteção Radiológica e Segurança
Nuclear (IRSN) realizou uma investigação e determinou que o material veio da
região dos Montes Urais, na Rússia, e era fruto de esforços para
reprocessamento de combustível nuclear “gasto” em uma usina. Nesta região só há
uma instalação de reprocessamento de combustível: Mayak.
A Rosatom, agência do governo russo responsável pelo setor
nuclear no país, negou que qualquer acidente tivesse ocorrido, inicialmente
dizendo que o material radioativo teria vindo de um satélite que queimou na
atmosfera, e depois alegando que teria vindo de um acidente nuclear na Romênia.
Mas um novo estudo realizado em conjunto por mais de 60
autores em 50 instituições em toda a Europa confirma que Mayak foi a fonte do
material radioativo, classificando o evento como um “acidente nuclear não
declarado”. Além disso, agora sabemos de onde o material veio, e porque estava
sendo manipulado.
O estudo confirma uma suposição do IRSN de que os russos
estavam tentando criar uma fonte altamente compacta e altamente radioativa de
material que pudesse emitir uma grande quantidade de neutrinos, que seria usada
em um experimento italiano chamado SOX. O material usado nesta fonte seria o
cério-114, e para obtê-lo a usina estava reprocessando de combustível nuclear
“muito jovem”, com menos de 2 anos de idade.
Tal reprocessamento é extremamente arriscado, não só pelos
níveis de radioatividade emitidos pelo combustível como pela possibilidade da
geração de compostos extremamente voláteis, como o tetróxido de rutênio. Este
composto pode ter sido o responsável por uma explosão ou vazamento que resultou
na liberação de material radioativo na atmosfera.
Não foi a primeira vez que o governo russo tentou encobrir
um acidente nuclear. Em 29 de Setembro de 1957 uma explosão em um tanque de
armazenamento de lixo nuclear líquido espalhou uma nuvem de material radioativo
que cobriu uma área de até 20.000 Km2. O local? Mayak.
Fonte: Wired
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Assinar:
Postagens (Atom)


