sexta-feira, 24 de julho de 2020

Campo Magnético

Anomalia no campo magnético da Terra é mais antiga do que pensávamos

Novas análises sugerem que a Anomalia do Atlântico Sul é algo recorrente, e não um sinal de reversão dos polos magnéticos do planeta

O campo magnético da Terra tem sofrido com uma certa instabilidade. Uma região em particular, que se estende da África à América do Sul, sobre o Atlântico Sul, sofreu um grave enfraquecimento desde a década de 1950. O campo magnético age como uma manta protetora para o planeta, protegendo-o das partículas carregadas que se movimentam no espaço, então esse enfraquecimento causou preocupação.

A região, conhecida como Anomalia do Atlântico Sul (SAA), parece estar se dividindo em duas. Segundo alguns cientistas, isso poderia prever uma reversão de nossos polos magnéticos, o que causaria estragos na rede de eletricidade e nos sistemas de navegação.
No entanto, um novo estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences nesta segunda-feira (20), sugere que essas estranhas mudanças na região podem não ser tão incomuns quanto parecem. Na verdade, essa situação é bem regular na SAA, ao menos se pensarmos no relógio universal.

Anomalia do Atlântico Sul, representada em azul. Imagem: Divisão de Geomagnetismo, DTU Space/ESA

Para a pesquisa, foram coletadas 225 amostras de 46 locais diferentes na ilha de Santa Helena, localizada no Atlântico Sul - na região da anomalia - e lar de dois vulcões formados há oito e 11 milhões de anos.
Rochas vulcânicas são uma janela para o passado, porque permite aos pesquisadores entender como era o campo magnético da Terra em tempos antigos. Quando os fluxos de lava esfriam e endurecem, os minerais que ficaram presos em seu interior registram a intensidade e a direção do campo magnético no local no momento da erupção.

"Nosso estudo fornece a primeira análise de longo prazo do campo magnético nessa região, datada de milhões de anos", afirmou Yael Engbers, estudante de doutorado da Universidade de Liverpool e um dos autores da pesquisa. "Isso sugere que a Anomalia do Atlântico Sul é uma característica recorrente e provavelmente não é um sinal de reversão iminente".
A hipótese dos pesquisadores é de que essas descobertas apoiam a ideia as interações nas camadas mais internas da Terra provavelmente são responsáveis pelo enfraquecimento do campo magnético. Eles descobriram uma enorme região de rocha no manto da Terra, por baixo da anomalia, apelidada de Província Africana de Alta Velocidade e Baixo Cisalhamento (ALLSVP). Alterações na composição geoquímica no ALLSVP podem estar causando as alterações na SAA.

"Isso nos aproxima de ligar o comportamento do campo geomagnético diretamente às características do interior da Terra", explicou Engbers.
Entender essa anomalia será importante para pesquisas espaciais e poderá afetar a segurança dos satélites no futuro. Acredita-se que o Hitomi, telescópio da agência espacial japonesa, tenha sido afetado pela anomalia. Ao passar pela SAA em 2016, Hitomi sofreu um problema de comunicação. Depois disso, perdeu altitude e se quebrou.
Nessa região, o campo magnético é mais fraco porque o eixo magnético da Terra está levemente descentralizado. Por isso, o cinturão de radiação interna se aproxima do planeta, de forma que as naves espaciais que atravessam a SAA ficam mais expostas aos perigos da radiação espacial.
Via: CNET

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Coronavírus e o cérebro



Especialistas do Reino Unido estudaram casos de pacientes contaminados com o novo coronavírus e identificaram o aparecimento de problemas mentais. A preocupação dos pesquisadores é que danos colaterais da Covid-19 podem gerar graves complicações neurológicas e distúrbios permanentes no cérebro e no sistema nervoso
De acordo com os estudos de caso analisados pelos britânicos, o vírus pode causar problemas mentais decorrentes da infecção pelo corpo, incluindo psicose, confusão mental, depressão crônica e fadiga duradoura, mesmo entre pessoas mais jovens e que tiveram uma infecção mais branda. Também houve o aparecimento de doenças raras como catatonia (uma paralisação física e mental) e a síndrome de Guillain-Barre (quando as defesas do organismo destroem os próprios nervos).
O Reino Unido montou uma iniciativa para monitorar esses casos chamada CoroNerve, o Programa Nacional de Vigilância de Complicações Neurológicas da Covid-19, que envolve a Associação de Neurologistas Britânicos e pesquisadores da Royal College of Psychialists. O estudo desenvolvido, que ainda não foi publicado, avaliou os casos de 150 adultos britânicos com sintomas que refletem esses problemas. Quase um terço sofreu com distúrbios de humor e confusão. Há evidências de inflamação cerebral prejudicial nestes pacientes.
 O CoroNerve mostrou que dez pacientes desenvolveram psicose, seis apresentaram sintomas semelhantes à demência e quatro tiveram quadros depressivos. Os resultados estavam “desproporcionalmente representados em pacientes mais jovens, entre 20 e 50 anos”, diz o estudo. “Elas variam de formas de encefalite (inflamação cerebral) até psicose e catatonia. É um espectro bastante amplo”, explica Benedict Michael, neurologista consultor da Universidade de Liverpool, que lidera o CoroNerve, em entrevista à Good Health.

Um Dia Você Aprende - William Shakespeare O Menestrel

domingo, 26 de janeiro de 2020

GEOPOLÍTICA: ANÁLISE DAS RELAÇÕES GLOBAIS | Resumo de Geografia para o Enem



Olá, pessoal! Depois de um longo e tenebroso inverno estamos de volta com nossas publicações!Por oportuno, vamos dar  um enfoque especial a questão da GEOPOLÍTICA MUNDIAL, uma vez que as coisas estão esquentando entre as potências mundiais por questões étnicas,religiosas, econômicas,territoriais,etc.
Um grande abraço a todos e até a próxima.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Nuvem radioativa que atingiu a Europa



Origem seria um acidente durante uma arriscada operação de reprocessamento de combustível nuclear em Mayak

Em Outubro de 2017 cientistas de um laboratório italiano detectaram a presença do elemento radioativo Rutênio-106 no ar da cidade de Milão. O elemento é um subproduto da fissão do Urânio-235, usado como combustível em usinas nucleares. A última vez em que ele foi detectado na atmosfera foi em 1986, após o desastre nuclear em Chernobyl. Ou seja, sua presença era um indicador de que em algum lugar, um acidente nuclear havia ocorrido.
O Instituto Francês para Proteção Radiológica e Segurança Nuclear (IRSN) realizou uma investigação e determinou que o material veio da região dos Montes Urais, na Rússia, e era fruto de esforços para reprocessamento de combustível nuclear “gasto” em uma usina. Nesta região só há uma instalação de reprocessamento de combustível: Mayak.
A Rosatom, agência do governo russo responsável pelo setor nuclear no país, negou que qualquer acidente tivesse ocorrido, inicialmente dizendo que o material radioativo teria vindo de um satélite que queimou na atmosfera, e depois alegando que teria vindo de um acidente nuclear na Romênia.
Mas um novo estudo realizado em conjunto por mais de 60 autores em 50 instituições em toda a Europa confirma que Mayak foi a fonte do material radioativo, classificando o evento como um “acidente nuclear não declarado”. Além disso, agora sabemos de onde o material veio, e porque estava sendo manipulado.
O estudo confirma uma suposição do IRSN de que os russos estavam tentando criar uma fonte altamente compacta e altamente radioativa de material que pudesse emitir uma grande quantidade de neutrinos, que seria usada em um experimento italiano chamado SOX. O material usado nesta fonte seria o cério-114, e para obtê-lo a usina estava reprocessando de combustível nuclear “muito jovem”, com menos de 2 anos de idade.
Tal reprocessamento é extremamente arriscado, não só pelos níveis de radioatividade emitidos pelo combustível como pela possibilidade da geração de compostos extremamente voláteis, como o tetróxido de rutênio. Este composto pode ter sido o responsável por uma explosão ou vazamento que resultou na liberação de material radioativo na atmosfera.
Não foi a primeira vez que o governo russo tentou encobrir um acidente nuclear. Em 29 de Setembro de 1957 uma explosão em um tanque de armazenamento de lixo nuclear líquido espalhou uma nuvem de material radioativo que cobriu uma área de até 20.000 Km2. O local? Mayak.

Fonte: Wired