quarta-feira, 17 de junho de 2020

Coronavírus e o cérebro



Especialistas do Reino Unido estudaram casos de pacientes contaminados com o novo coronavírus e identificaram o aparecimento de problemas mentais. A preocupação dos pesquisadores é que danos colaterais da Covid-19 podem gerar graves complicações neurológicas e distúrbios permanentes no cérebro e no sistema nervoso
De acordo com os estudos de caso analisados pelos britânicos, o vírus pode causar problemas mentais decorrentes da infecção pelo corpo, incluindo psicose, confusão mental, depressão crônica e fadiga duradoura, mesmo entre pessoas mais jovens e que tiveram uma infecção mais branda. Também houve o aparecimento de doenças raras como catatonia (uma paralisação física e mental) e a síndrome de Guillain-Barre (quando as defesas do organismo destroem os próprios nervos).
O Reino Unido montou uma iniciativa para monitorar esses casos chamada CoroNerve, o Programa Nacional de Vigilância de Complicações Neurológicas da Covid-19, que envolve a Associação de Neurologistas Britânicos e pesquisadores da Royal College of Psychialists. O estudo desenvolvido, que ainda não foi publicado, avaliou os casos de 150 adultos britânicos com sintomas que refletem esses problemas. Quase um terço sofreu com distúrbios de humor e confusão. Há evidências de inflamação cerebral prejudicial nestes pacientes.
 O CoroNerve mostrou que dez pacientes desenvolveram psicose, seis apresentaram sintomas semelhantes à demência e quatro tiveram quadros depressivos. Os resultados estavam “desproporcionalmente representados em pacientes mais jovens, entre 20 e 50 anos”, diz o estudo. “Elas variam de formas de encefalite (inflamação cerebral) até psicose e catatonia. É um espectro bastante amplo”, explica Benedict Michael, neurologista consultor da Universidade de Liverpool, que lidera o CoroNerve, em entrevista à Good Health.

Um Dia Você Aprende - William Shakespeare O Menestrel

domingo, 26 de janeiro de 2020

GEOPOLÍTICA: ANÁLISE DAS RELAÇÕES GLOBAIS | Resumo de Geografia para o Enem



Olá, pessoal! Depois de um longo e tenebroso inverno estamos de volta com nossas publicações!Por oportuno, vamos dar  um enfoque especial a questão da GEOPOLÍTICA MUNDIAL, uma vez que as coisas estão esquentando entre as potências mundiais por questões étnicas,religiosas, econômicas,territoriais,etc.
Um grande abraço a todos e até a próxima.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Nuvem radioativa que atingiu a Europa



Origem seria um acidente durante uma arriscada operação de reprocessamento de combustível nuclear em Mayak

Em Outubro de 2017 cientistas de um laboratório italiano detectaram a presença do elemento radioativo Rutênio-106 no ar da cidade de Milão. O elemento é um subproduto da fissão do Urânio-235, usado como combustível em usinas nucleares. A última vez em que ele foi detectado na atmosfera foi em 1986, após o desastre nuclear em Chernobyl. Ou seja, sua presença era um indicador de que em algum lugar, um acidente nuclear havia ocorrido.
O Instituto Francês para Proteção Radiológica e Segurança Nuclear (IRSN) realizou uma investigação e determinou que o material veio da região dos Montes Urais, na Rússia, e era fruto de esforços para reprocessamento de combustível nuclear “gasto” em uma usina. Nesta região só há uma instalação de reprocessamento de combustível: Mayak.
A Rosatom, agência do governo russo responsável pelo setor nuclear no país, negou que qualquer acidente tivesse ocorrido, inicialmente dizendo que o material radioativo teria vindo de um satélite que queimou na atmosfera, e depois alegando que teria vindo de um acidente nuclear na Romênia.
Mas um novo estudo realizado em conjunto por mais de 60 autores em 50 instituições em toda a Europa confirma que Mayak foi a fonte do material radioativo, classificando o evento como um “acidente nuclear não declarado”. Além disso, agora sabemos de onde o material veio, e porque estava sendo manipulado.
O estudo confirma uma suposição do IRSN de que os russos estavam tentando criar uma fonte altamente compacta e altamente radioativa de material que pudesse emitir uma grande quantidade de neutrinos, que seria usada em um experimento italiano chamado SOX. O material usado nesta fonte seria o cério-114, e para obtê-lo a usina estava reprocessando de combustível nuclear “muito jovem”, com menos de 2 anos de idade.
Tal reprocessamento é extremamente arriscado, não só pelos níveis de radioatividade emitidos pelo combustível como pela possibilidade da geração de compostos extremamente voláteis, como o tetróxido de rutênio. Este composto pode ter sido o responsável por uma explosão ou vazamento que resultou na liberação de material radioativo na atmosfera.
Não foi a primeira vez que o governo russo tentou encobrir um acidente nuclear. Em 29 de Setembro de 1957 uma explosão em um tanque de armazenamento de lixo nuclear líquido espalhou uma nuvem de material radioativo que cobriu uma área de até 20.000 Km2. O local? Mayak.

Fonte: Wired

terça-feira, 10 de maio de 2016

NAS ÁGUAS DA MEMÓRIA...

PROJETO DE REVITALIZAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO IGARAPÉ PIRES DE SÁ






Esse filme foi produzido pelo Studio Ein Gedi Produções, sobre o trabalho de alunos e professores da Escola Estadual Zilda da Frota Uchôa, em Vilhena, Rondônia, na recuperação das nascentes do Igarapé Pires de Sá.