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terça-feira, 5 de abril de 2011
O CRIME DO CAFÉ CHILE
Segundo propaganda da época, o Café Chile buscava atrair um público mais requintado e diferenciado, apresentando a imagem de um ambiente confiável e seleto.Para agradar os mais diversos paladares o menu oferecia uma grande variedade de petiscos, refeições ligeiras como “ macarronada italiana,ovos quentes e fritos e comidas frias”.Sorvetes, refrescos, chocolates, bombons, chá, café, torradas e uma grande variedades de bebidas nacionais e estrangeiras.Oferecia aos seus clientes os alimentos e bebidas mais refinados e dispendiosos.Era um ambiente exclusivamente freqüentado pela elite da capital e também do interior.
Vestido de modo elegante e recostado à cadeira o coronel conversava.Por volta das 20:30hs , Sales Vila Nova aproximou-se da mesa e sem hesitar desfechou quatro tiros no coronel - seu antigo desafeto e responsável pela surra de cipó de boi que levara dias antes.A vítima ainda tentou esboçar reação sacando a arma que sempre levava ao coldre.Todavia, mortalmente ferido, veio a falecer horas depois.O episódio desencadeou uma carnificina na cidade no dia seguinte e nos dias que se seguiram culminando com a morte de mais de 30 pessoas.
Bibliografia: A sedução da noite nos cafés do Recife dos anos 1920: entre prazeres e transgressões: Sylvia Costa Couceiro ANPUH XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA,2007
LEMBRANÇAS DO MEU TEMPO
Judeus na Alemanha
De todos os países da Europa, a Alemanha é um dos que tem a história e a tradição judaica mais rica. Os judeus residem lá há cerca de 1700 anos, passando por períodos de estabilidade e períodos de perseguição e extermínio.
Não existem documentos históricos que mostram aonde foi a primeira comunidade judaica a se instalar na Alemanha (na época, a região era chamada pelos romanos de “Germânia Superior”, “Germânia Inferior” e "Germânia Magna"). O primeiro documento autentico relativo a uma comunidade judaica na região é do ano de 321 e relata a presença judaica na Colônia do Reno, aonde os judeus tinham o mesmo direito jurídico e civil dos demais, mas foram limitados a divulgação de sua fé e a ocupar cargos no governo.
Os judeus, lá, eram livres para trabalhar em qualquer profissão e acabaram indo para a agricultura, comércio, indústria e gradualmente entrando no negócio de empréstimos.
Passaram-se os governantes e o estatuto dos judeus alemães permanecia quase que inalterado. Quando Louis Pias assumiu, os judeus tinham ampla liberdade comercial e pagavam um pouco mais de impostos do que os cristãos. Mais tarde um assessor especial foi nomeado para proteger os privilégios judeus. Tempos depois foi informado aos governantes que a população cristã ficava cada vez mais desconfiada dos judeus. Este sentimento ficava mais exposto quando havia “ataques” contra a liberdade cívica dos judeus. Com a chegada do 10º século, a semana santa se tornou mais um período de perseguição a judeus. Contudo, os imperadores Saxões não estimularam essa perseguição: apenas faziam os judeus pagar mais impostos do que os cristãos.
Passou-se o tempo até se chegar à época das cruzadas. Com o objetivo de libertar Jerusalém dos muçulmanos turcos a 1ª Cruzada teve início. Com essa união cristã para uma única finalidade, os judeus passaram a ser cada vez mais vistos como estranhos e até, às vezes, como aliados dos muçulmanos. Enquanto os soldados da unidade cristã marchavam para a terra santa, massacravam as comunidades judaicas no caminho. Comunidades em Worms e Mainz foram devastadas. Em Mainz, por exemplo, mil judeus foram mortos em um único dia, em 1096 e sinagogas e outros edifícios da comunidade judaica foram destruídos. É importante lembrar que o Papa chegou a condenar esses atos contra os judeus, mas não usou de sua influência nem de freqüência para tentar impedir o massacre. Com a falta de punição contra os violadores das palavras do Papa os massacres continuaram durante as próximas sete cruzadas nos séculos XII e XIII.
A comunidade judaica mudou fortemente após as cruzadas: os judeus deixaram de ser uma classe predominantemente comercial, já que, com a passagem das cruzadas pela região, foram abertas as portas para os cristãos. Os judeus também agora eram chamados de agiotas já que eram os únicos que poderiam emprestar dinheiro a todos. Os judeus com o passar do tempo foram se reunindo em guetos, um em cada cidade. Os guetos da Alemanha Medieval partiram da idéia de judeus de poderem se unir e se ajudar.
Os séculos que se passaram foram difíceis para os judeus. No século XIII a Igreja instituiu a Inquisição. As perseguições aos hereges – na qual os judeus se incluíam - eram constantes. Torturas, conversões forçadas e mortes eram diárias. Ao mesmo tempo os judeus eram acusados de matar crianças para fins religiosos e, durante a Peste Negra, de envenenar poços. Todas essas acusações levaram a uma gradual expulsão dos judeus das cidades da Alemanha mais por parte da própria população e da incerteza do estatuto que dizia que os judeus eram cidadãos na cidade em que viviam. Apesar disso, cada cidade alemã concedeu certo numero de direitos aos judeus em uma carta. Esta carta definia os impostos que os judeus iam pagar e delineava a área em que os judeus poderiam morar e garantia-lhes proteção.
Os judeus nunca chegaram totalmente a abandonar a Alemanha. Mesmo sendo expulsos de uma cidade-estado, o caráter desunificado da Alemanha garantia que outra cidade-estado iria lhes conceder uma carta. A razão para isso acontecer era de que essas cidades-estados precisavam dos judeus e sua habilidade no comércio.
Em geral, os judeus migraram dentro da Alemanha, na Idade Média, a partir das cidades no Reno, no sul, a leste e ao norte. Ao longo do século XIII, foram sendo formadas comunidades em Munique, Viena e Berlim, que se tornariam importantes cidades judaicas da Alemanha na era moderna.
Com o passar do tempo os governantes começaram a ver que os judeus eram uma valiosa mercadoria que foi perdida. Começou então um grande processo de readmissão dos judeus através das velhas cartas de direitos. Esses direitos cada vez eram mais parecidos com os dos próprios cidadãos cristão, mas no entanto sua autonomia começou a diminuir à medida que eram introduzidos novamente a sociedade. Com o passar do tempo e sob influência da Haskalá os judeus começaram a criticar esta semi-autonomia. Quase não houve efeitos. Com o passar do tempo houve a Revolução Francesa, que trouxe o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade" para todos franceses, o que incluía os judeus de lá. Essa emancipação começou a se alastrar por toda a Europa e várias cidades começaram a garantir plena igualdade aos judeus ou começaram a instituir reformas para uma posterior igualdade. Em 1812, a Prússia tornou-se o primeiro Estado alemão a conceder cidadania aos judeus. Tudo ia bem, os judeus se integraram novamente à sociedade, tinham o seu trabalho e sua liberdade de culto.
Já no final do século XIX e início do XX, o anti-semitismo tornou-se mais visível e chegou até a se manifestar na política, mas acabou sendo abafado. Para muitos, apesar do anti-semitismo ter se manifestado novamente na I Guerra Mundial a maior parte das pessoas diz que a prosperidade e a igualdade jurídica dos judeus só acabou com a ascensão de Hitler ao poder, em 1933.
Com a ascensão de Hitler ao poder os judeus começaram a perder tudo o que tinham conseguido. Em 1935 as Leis de Nuremberg foram aprovadas. As mesmas determinaram: Estava proibida a união matrimonial, coabitação e relações sexuais entre judeus e alemães, além de estabelecer uma divisão social que rebaixava os judeus a cidadãos de segunda categoria. Em 1938 as agressões contra os judeus começaram a aumentar, com a destruição de sinagogas e morte de judeus em motins. Em 1941 Hitler decretou a Solução Final transferidos para campos de concentração e de extermínio por toda a Europa, mas concentrados na Europa Oriental. O maior campo de extermínio ao qual os judeus eram levados era o de Birkenau (Auschwitz-II), localizado na Polônia, onde os judeus eram colocados para trabalhar como escravos e quando não serviam mais eram mortos em câmaras de gás e cremados.
Após o Holocausto e o fim da 2ª Guerra Mundial a população judaica na Alemanha estava arrasada. Se diz que existiam três tipos de judeus na época: Os que tinham fugido antes da guerra e voltado após para reconstruir seus lares, os que acabaram se refugiando na Alemanha, e os que nunca tinham sido descobertos pelos alemães. Esses judeus representavam apenas 5% do número de judeus antes da guerra. Esse número acabou diminuindo mais ainda quando após a criação do Estado de Israel em 1948, em 1950 muitos judeus acabaram migrando para lá onde acreditavam que teriam paz. Por meados dos anos 1960, as comunidades foram solidificados em Berlim Ocidental, Munique, Frankfurt, Dusseldorf, Hamburgo e Colônia. Essas comunidades consistiam em cerca de 20 mil judeus.
Durante muito tempo, as comunidades eram principalmente constituídas de mulheres e homens idosos e as oportunidades de vida judaica eram mínimas: poucas comunidades realizavam diariamente serviços, existiam apenas duas escolas judaicas. Devido às indenizações pagas às comunidades judaicas na Alemanha as mesmas se tornaram umas das mais ricas do mundo e, além disso, a reunificação da Alemanha ( Ocidental e Oriental ) estimulou e aumentou as oportunidades aos judeus. Ao longo do tempo a estagnação dessas comunidades começou a mudar. Muitos imigrantes da ex-União Soviética vieram pra Alemanha e a mesma estava de portas abertas, o que gerou uma tensão com Israel que também tenta sempre trazer imigrantes pra lá. Mas logo foi resolvido quando a Alemanha mudou a política de entrada de imigrantes russos como a de eles terem no máximo 45 anos e exigindo a sua capacidade para falar, ler, escrever e alemão.
Em 10 de novembro de 2006 a comunidade judaica de Munique comemorou a reabertura da principal sinagoga, que foi destruída por Hitler em 1938.
Hoje em dia estima-se que vivam na Alemanha cerca de 200.000 judeus.
O Indice de Desenvolvimento Humano do Brasil
IDH do Brasil está abaixo da média da América Latina e é inferior ao do Peru, diz ONU
Do UOL Notícias
Em São Paulo
IDH América Latina e Caribe
| 45 | Chile | 0,783 |
| 46 | Argentina | 0,775 |
| 52 | Uruguai | 0,765 |
| 54 | Panamá | 0,755 |
| 56 | México | 0,750 |
| 59 | Trindad e Tobago | 0,736 |
| 62 | Costa Rica | 0,725 |
| 63 | Peru | 0,723 |
| 73 | Brasil | 0,699 |
| 75 | Venezuela | 0,696 |
| 77 | Equador | 0,695 |
| 78 | Belize | 0,694 |
| 79 | Colômbia | 0,689 |
| 80 | Jamaica | 0,688 |
| 88 | República Dominicana | 0,663 |
| 90 | El Salvador | 0,659 |
| 94 | Suriname | 0,646 |
| 95 | Bolívia | 0,643 |
| 96 | Paraguai | 0,640 |
| 104 | Guiana | 0,611 |
| 106 | Honduras | 0,604 |
| 115 | Nicarágua | 0,565 |
| 116 | Guatemala | 0,560 |
| 145 | Haiti | 0,404 |
De acordo com o ranking anual de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil, com nota de 0,699, obteve uma nota abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. A média brasileira, no entanto, ainda é superior à mundial, que alcançou 0,624.
O Chile é o país latino-americano mais bem colocado, no 45º lugar e nota de 0,783, seguido pela Argentina (46º). Na América Latina, o Brasil também aparece atrás de Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Trinidad e Tobago (59º). Costa Rica (62º) e Peru (63º).
Brasil aparece em 73º no ranking
de IDH mundial 2010, diz ONU
País "médio" do mundo, Moldova tem expectativa de vida de 69,9 anos
Sobe e desce
A mudança de metodologia provocou alterações importantes no ranking dos países. A França caiu de 8º para 14º, enquanto Israel perdeu 12 posições e recuou de 15º para 27º. Por outro lado, o pequeno principado de Liechtenstein, que no ano passado era o 19º, na versão 2010 do levantamento figura em sexto.
Após figurar em 13º no ano passado, os Estados Unidos subiram para a 4ª colocação, à frente do Canadá -- país vizinho e tido como exemplo de desenvolvimento no mundo.
Cuba, que em 2009 figurava em 51º lugar, não aparece na lista deste ano, devido à mudança de metodologia (o país não teria os indicadores requisitados pela ONU para compor o índice).
Nova metodologia
A formulação do IDH, índice criado em 1990, passou por uma grande mudança este ano, segundo a ONU. Devido à nova metodologia, não se pode comparar o novo IDH de 2009 com índices anteriores.
O índice manteve suas características principais — varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano) e engloba três aspectos essenciais do desenvolvimento humano: conhecimento (medido por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda).
A ONU também mudou os indicadores de renda e educação. Devido à reformulação, houve uma redução no número de países e territórios abrangidos: 15 (além de Cuba, foram excluídos Omã e Líbano, por exemplo) saíram da listagem por não disporem de informações verificáveis para pelo menos um dos quatro indicadores usados no índice.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/11/04/brasil-esta-abaixo-idh-medio-da-america-latina-diz-relatorio-da-onu.jhtm acesso 04.10.2010

