sábado, 25 de julho de 2020

Placas Tectônicas



Nova teoria sugere como se formaram as placas tectônicas da Terra

ERIK BEHENCK








Ainda existem poucas informações sobre como se formaram as placas tectônicas da Terra, embora as possibilidades sejam imensas. Agora, uma nova teoria indica o que pode ter levado a isso. A hipótese foi sugerida por pesquisadores da China, Hong Kong e dos Estados Unidos, parecida com uma ideia descartada há décadas.
Aquela história de que na ciência nada é eterno e revisões podem mostrar um novo caminho parece combinar muito bem com isso. Não existe um consenso quanto ao tempo de formação, mas tudo indica que elas se movimentam há pelo menos 3,3 bilhões de anos.

Como se formaram as placas tectônicas?

Anos atrás foi desenvolvido um modelo que indicava que as placas tectônicas se formaram em um processo parecido com o atual que garante as movimentações. Assim, o modelo indicava que partes da crosta terrestre mergulhava abaixo das placas, iniciando uma reação em cadeia. Então, isso teria durado milhares de anos.

A nova pesquisa mostra algo bem diferente dessa primeira possibilidade. A equipe de pesquisa sugeriu que bilhões de anos no passado a Terra ficou quente, causando uma expansão em seu tamanho, gerando uma fratura, se transformando após diversos choques e que hoje é conhecida por placas tectônicas.
A hipótese que trata sobre a expansão da Terra não é uma novidade. No século XIX, essa ideia foi exposta para explicar o surgimento de montanhas, mas logo acabou descartada, devido a descoberta das placas tectônicas.
“A resposta está na consideração dos principais mecanismos de perda de calor que poderiam ter ocorrido durante os primeiros períodos da Terra”, disse o cientista planetário da Universidade de Hong Kong, Alexander


O estágio final do surgimento das placas tectônicas. (Imagem: Nature Communications)

E como aconteceu a perda de calor?

Os pesquisadores não conseguem determinar qual foi o modo que gerou a perda de calor. Pode ter sido no planeta inteiro durante um logo período ou então por meio de vulcões expelindo lava de dentro do planeta para a sua superfície.

O acúmulo de material resfriado poderia afundar e esfriar a litosfera, desacelerando o calor nos vulcões e proporcionando um resfriamento em todo o planeta. Mas, isso teria deixado o calor aprisionado no planeta, que expandiu a crosta, fazendo com que ela rachasse e finalmente gerasse as placas tectônicas.
“Nossas experiências numéricas mostram que as fissuras poligonais podem se desenvolver na superfície da Terra em resposta a processos litosféricos rasos, com junções triplas como subprodutos da fratura”, escreve a equipe em seu artigo.
Ainda é difícil afirmar o que aconteceu com a Terra há milhões de anos, levando a formação das placas tectônicas. Mas, essa hipótese pode ganhar força e surgirem novas evidências, tendo uma papel importante para conhecermos o passado distante.
A pesquisa foi publicada na Nature Communications. Com informações de ScienceAlert.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Campo Magnético

Anomalia no campo magnético da Terra é mais antiga do que pensávamos

Novas análises sugerem que a Anomalia do Atlântico Sul é algo recorrente, e não um sinal de reversão dos polos magnéticos do planeta

O campo magnético da Terra tem sofrido com uma certa instabilidade. Uma região em particular, que se estende da África à América do Sul, sobre o Atlântico Sul, sofreu um grave enfraquecimento desde a década de 1950. O campo magnético age como uma manta protetora para o planeta, protegendo-o das partículas carregadas que se movimentam no espaço, então esse enfraquecimento causou preocupação.

A região, conhecida como Anomalia do Atlântico Sul (SAA), parece estar se dividindo em duas. Segundo alguns cientistas, isso poderia prever uma reversão de nossos polos magnéticos, o que causaria estragos na rede de eletricidade e nos sistemas de navegação.
No entanto, um novo estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences nesta segunda-feira (20), sugere que essas estranhas mudanças na região podem não ser tão incomuns quanto parecem. Na verdade, essa situação é bem regular na SAA, ao menos se pensarmos no relógio universal.

Anomalia do Atlântico Sul, representada em azul. Imagem: Divisão de Geomagnetismo, DTU Space/ESA

Para a pesquisa, foram coletadas 225 amostras de 46 locais diferentes na ilha de Santa Helena, localizada no Atlântico Sul - na região da anomalia - e lar de dois vulcões formados há oito e 11 milhões de anos.
Rochas vulcânicas são uma janela para o passado, porque permite aos pesquisadores entender como era o campo magnético da Terra em tempos antigos. Quando os fluxos de lava esfriam e endurecem, os minerais que ficaram presos em seu interior registram a intensidade e a direção do campo magnético no local no momento da erupção.

"Nosso estudo fornece a primeira análise de longo prazo do campo magnético nessa região, datada de milhões de anos", afirmou Yael Engbers, estudante de doutorado da Universidade de Liverpool e um dos autores da pesquisa. "Isso sugere que a Anomalia do Atlântico Sul é uma característica recorrente e provavelmente não é um sinal de reversão iminente".
A hipótese dos pesquisadores é de que essas descobertas apoiam a ideia as interações nas camadas mais internas da Terra provavelmente são responsáveis pelo enfraquecimento do campo magnético. Eles descobriram uma enorme região de rocha no manto da Terra, por baixo da anomalia, apelidada de Província Africana de Alta Velocidade e Baixo Cisalhamento (ALLSVP). Alterações na composição geoquímica no ALLSVP podem estar causando as alterações na SAA.

"Isso nos aproxima de ligar o comportamento do campo geomagnético diretamente às características do interior da Terra", explicou Engbers.
Entender essa anomalia será importante para pesquisas espaciais e poderá afetar a segurança dos satélites no futuro. Acredita-se que o Hitomi, telescópio da agência espacial japonesa, tenha sido afetado pela anomalia. Ao passar pela SAA em 2016, Hitomi sofreu um problema de comunicação. Depois disso, perdeu altitude e se quebrou.
Nessa região, o campo magnético é mais fraco porque o eixo magnético da Terra está levemente descentralizado. Por isso, o cinturão de radiação interna se aproxima do planeta, de forma que as naves espaciais que atravessam a SAA ficam mais expostas aos perigos da radiação espacial.
Via: CNET

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Coronavírus e o cérebro



Especialistas do Reino Unido estudaram casos de pacientes contaminados com o novo coronavírus e identificaram o aparecimento de problemas mentais. A preocupação dos pesquisadores é que danos colaterais da Covid-19 podem gerar graves complicações neurológicas e distúrbios permanentes no cérebro e no sistema nervoso
De acordo com os estudos de caso analisados pelos britânicos, o vírus pode causar problemas mentais decorrentes da infecção pelo corpo, incluindo psicose, confusão mental, depressão crônica e fadiga duradoura, mesmo entre pessoas mais jovens e que tiveram uma infecção mais branda. Também houve o aparecimento de doenças raras como catatonia (uma paralisação física e mental) e a síndrome de Guillain-Barre (quando as defesas do organismo destroem os próprios nervos).
O Reino Unido montou uma iniciativa para monitorar esses casos chamada CoroNerve, o Programa Nacional de Vigilância de Complicações Neurológicas da Covid-19, que envolve a Associação de Neurologistas Britânicos e pesquisadores da Royal College of Psychialists. O estudo desenvolvido, que ainda não foi publicado, avaliou os casos de 150 adultos britânicos com sintomas que refletem esses problemas. Quase um terço sofreu com distúrbios de humor e confusão. Há evidências de inflamação cerebral prejudicial nestes pacientes.
 O CoroNerve mostrou que dez pacientes desenvolveram psicose, seis apresentaram sintomas semelhantes à demência e quatro tiveram quadros depressivos. Os resultados estavam “desproporcionalmente representados em pacientes mais jovens, entre 20 e 50 anos”, diz o estudo. “Elas variam de formas de encefalite (inflamação cerebral) até psicose e catatonia. É um espectro bastante amplo”, explica Benedict Michael, neurologista consultor da Universidade de Liverpool, que lidera o CoroNerve, em entrevista à Good Health.

Um Dia Você Aprende - William Shakespeare O Menestrel

domingo, 26 de janeiro de 2020

GEOPOLÍTICA: ANÁLISE DAS RELAÇÕES GLOBAIS | Resumo de Geografia para o Enem



Olá, pessoal! Depois de um longo e tenebroso inverno estamos de volta com nossas publicações!Por oportuno, vamos dar  um enfoque especial a questão da GEOPOLÍTICA MUNDIAL, uma vez que as coisas estão esquentando entre as potências mundiais por questões étnicas,religiosas, econômicas,territoriais,etc.
Um grande abraço a todos e até a próxima.